Luiz Carlos da Rocha, conhecido como “Cabeça Branca”, foi capturado pela Polícia Federal em 2017. Ele ficou mais de 30 anos foragido, durante os quais teria movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão em atividades ilícitas ligadas ao tráfico de drogas. Sua prisão ocorreu em Sorriso, uma pequena cidade no Mato Grosso.
Por mais de três décadas, segundo as investigações, ele liderou um esquema que posicionou o Brasil como uma das principais rotas para o tráfico de cocaína. A droga seria exportada principalmente para a Europa, África e os Estados Unidos.
Narcotraficante das sombras
Cabeça Branca tornou-se notório não apenas por suas operações, mas por sua capacidade de manter-se fora do alcance das autoridades. Ele utilizou cirurgias plásticas para mudar sua aparência, confundir as autoridades e evitar a detecção.
Cabeça Branca difere de outros por sua abordagem não-violenta, preferindo subornar em vez de recorrer à força. Segundo as investigações, sua rede era complexa, envolvendo corrupção e lavagem de dinheiro.
Rota internacional do crime
As operações de Cabeça Branca transcenderam as fronteiras brasileiras, aponta a acusação. Ele teria estabelecido contatos com organizações criminosas internacionais, aumentando o alcance de sua rede de tráfico.
A Polícia Federal desarticulou parte dessa rede, incluindo o uso de empresas de fachada para encobrir as atividades ilegais. A prisão de Cabeça Branca em 1º de julho de 2017 teve grande repercussão. Hoje, ele está condenado a mais de 100 anos de prisão e cumpre pena em um presídio de segurança máxima.




