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Correios passam por reestruturação, encerram operação em unidades e acumulam dívida de R$ 8,5 bilhões

Por Pedro Silvini
01/05/2026
Em Geral
0
Correios

(Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Correios registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, segundo balanço financeiro divulgado nesta quinta-feira (23). O resultado representa um aumento expressivo em relação a 2024, quando as perdas foram de R$ 2,6 bilhões, consolidando uma sequência de resultados negativos iniciada em 2022.

De acordo com a estatal, o rombo foi impulsionado principalmente pelo aumento dos custos operacionais e pelo crescimento das despesas com processos judiciais, que somaram R$ 6,4 bilhões, com destaque para ações trabalhistas relacionadas a adicionais e condições de trabalho.

Além do prejuízo elevado, a empresa também registrou queda na arrecadação. A receita bruta totalizou R$ 17,3 bilhões em 2025, uma retração de 11,35% na comparação com o ano anterior.

O impacto financeiro se refletiu diretamente no patrimônio líquido, que encerrou o período negativo em R$ 13,1 bilhões. Esse cenário reforça o desafio enfrentado pela estatal, que já acumula quatro anos consecutivos de perdas após registrar lucro em 2021.

Reestruturação e fechamento de unidades

Diante do agravamento das contas, os Correios colocaram em prática um plano de reestruturação financeira. Entre as medidas adotadas está o fechamento de cerca de 16% das agências, além da venda de imóveis sem uso operacional, com expectativa de gerar até R$ 1,5 bilhão em receitas extras.

A empresa também reabriu um Programa de Demissão Voluntária (PDV) em 2026, que resultou na adesão de 3.181 funcionários — número abaixo da expectativa inicial, que era superior a 10 mil desligamentos.

Para enfrentar a crise de liquidez, a estatal contratou uma operação de crédito de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras no fim de 2025. O valor foi utilizado principalmente para cobrir despesas emergenciais e regularizar pagamentos atrasados a fornecedores.

Ainda há negociações em andamento para uma possível capitalização adicional de até R$ 8 bilhões, embora a direção da empresa indique que, no momento, não há necessidade imediata de novos aportes.

Pressão do mercado e desafios futuros

A estatal também enfrenta aumento da concorrência no setor logístico, especialmente com o avanço do comércio eletrônico, o que pressiona suas receitas e exige modernização dos serviços.

Segundo a direção dos Correios, o plano de reestruturação segue em fases e busca restabelecer o equilíbrio financeiro da empresa, com foco na previsibilidade de caixa, redução de despesas e recuperação da credibilidade no mercado.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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