Mas calma: antes que você se empolgue muito, não estamos falando de qualquer spray nasal (amigos que têm rinite, o seu spray não vai proteger contra envelhecimento cerebral, calma). Estamos falando de um spray desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos, à base de micropartículas extraídas de células-tronco neurais humanas. Esse spray foi testado por cientistas da Texas A&M University, nos EUA, e os resultados do estudo foram publicados na revista científica Journal of Extracellular Vesicles.
Spray nasal ajudou a atrasar envelhecimento cerebral
De acordo com a CNN Brasil, o estudo contou com camundongos de 18 meses de idade, o equivalente a algo como 60 anos em humanos. Eles receberam duas doses intranasais desse spray, “vesículas extracelulares derivadas de células-tronco neurais humanas induzidas por pluripotência”, com intervalo de duas semanas.
Essas células, originalmente células da pele humana, transportam microRNAs, que regulam a expressão dos genes com instruções anti-inflamatórias e neuroprotetoras. A escolha por um spray nasal é porque, com essa via, essas células são transportadas diretamente ao cérebro, para serem absorvidas por micróglias e astrócitos. Seis horas depois, essas vesículas já estavam em várias regiões cerebrais dos camundongos.
“Estamos devolvendo a vitalidade aos neurônios, reduzindo o estresse oxidativo e reativando as mitocôndrias [usinas de força] do cérebro”, explicou a pesquisadora sênior Madhu Leelavathi Narayana em comunicado.
Um mês após o tratamento, a equipe fez testes cognitivos nos animais e descobriram que os que haviam recebido o tratamento tiverem melhor desempenho em testes de reconhecer e localizar objetos do que os animais que não foram tratados.
Análise molecular mostrou que o tratamento reduziu sinais de inflamação no hipocampo. “O que estamos mostrando é que o envelhecimento cerebral pode ser revertido, para ajudar as pessoas a se manterem mentalmente inteligentes, socialmente engajadas e livres do declínio relacionado à idade”, declarou o líder da pesquisa, professor Ashok Shetty.




