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Profissionais da saúde devem receber o direito ao porte de armas no Brasil

Por Pedro Silvini
18/05/2026
Em Geral
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arma de fogo porte brasil

Foto: (Reprodução/Magnific)

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5.976/2025, que autoriza médicos veterinários registrados no Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) a obter porte de arma de fogo de uso permitido em todo o território nacional.

A proposta, apresentada pelo deputado Marcos Pollon, prevê que a autorização seja concedida pela Polícia Federal e tenha validade de cinco anos, com possibilidade de renovação.

Segundo o texto aprovado, o porte não será automático. Os profissionais precisarão cumprir uma série de exigências previstas no projeto e também nas regras já estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento.

A justificativa da proposta aponta que muitos médicos veterinários atuam em propriedades rurais afastadas, regiões com baixa presença policial e áreas consideradas vulneráveis à violência.

O relator da matéria na comissão, o deputado Junio Amaral, defendeu a aprovação argumentando que os profissionais devem ter direito à autodefesa em situações de risco.

De acordo com o parlamentar, veterinários frequentemente trabalham em fiscalizações sanitárias, atendimentos em fazendas, inspeções de maus-tratos e descarte de animais contaminados, situações que podem gerar conflitos e ameaças.

O projeto afirma ainda que o porte teria finalidade exclusivamente defensiva e não representaria atuação policial por parte dos profissionais.

Critérios para obtenção do porte

Pela proposta, o médico veterinário interessado em obter autorização deverá comprovar:

  • inscrição ativa no Conselho Federal de Medicina Veterinária;
  • exercício regular da profissão;
  • residência fixa;
  • certidões negativas criminais;
  • aptidão psicológica;
  • capacidade técnica para o manuseio seguro da arma.

O texto também prevê perda automática da autorização em casos de embriaguez, uso de drogas ou situações consideradas incompatíveis com o porte responsável de arma de fogo.

A autorização permitiria apenas armas de uso permitido e devidamente registradas em nome do profissional.

Projeto ainda precisa avançar no Congresso

Apesar da aprovação na Comissão de Segurança Pública, a proposta ainda não virou lei. O texto seguirá agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara.

Se for aprovado, poderá seguir diretamente ao Senado Federal sem necessidade de votação no plenário da Câmara. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisará ser aprovado pelos senadores e sancionado pela Presidência da República.

Atualmente, o Estatuto do Desarmamento estabelece que o porte de arma depende da comprovação de efetiva necessidade por exercício de atividade de risco ou ameaça à integridade física do solicitante.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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