De acordo com as estimativas da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a chance de um novo El Niño se formar este 2026 já passa dos 90%. O fenômeno climático deve afetar bastante as temperaturas e as chuvas aqui no Brasil já a partir de junho e deve durar pelo menos nove meses, inclusive afetando todo o ciclo da soja 2026/2027. Ele também tem 50% de chance de se tornar forte ou muito forte, categoria popularmente classificada como um “Super El Niño”.
Como explica matéria do O Tempo, esse fenômeno acontece por causa de um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento vai alterar muito a circulação atmosférica global e, quanto maior o aquecimento, maior o evento e os seus efeitos, que levam de dois a três meses para serem percebidos.
Ps: o outro fenômeno, o La Niña, é associado ao resfriamento dessas mesmas águas.
Como o El Niño vai afetar o clima no Brasil
Um dos efeitos associados ao fenômeno no Brasil é o aumento da frequência de temperaturas elevadas e de ondas de calor. Em 2023, o El Niño causou ondas de calor até mesmo em agosto, um mês de inverno. Outro reflexo comum é a desregulação do calendário de chuvas. O período chuvoso, que normalmente começa entre a segunda quinzena de outubro e o início de novembro, pode acabar sendo atrasado pelo fenômeno.
O El Niño também torna menos frequente a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), responsável por chuvas frequentes no Sudeste, o que significa que vai chover menos e com menos frequência do que o normal.




