As empresas de ônibus urbanos e metropolitanos se juntaram ao grupo de empresas que já protestaram contra o fim da escala 6×1, pauta que tem avançado no Congresso Nacional com o apoio do governo Lula (PT). Reunidas na NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), as empresas afirmaram em comunicado nesta segunda-feira (18) que o fim da escala poderia resultar em tarifas mais altas.
De acordo com o Diário do Transporte, as empresas justificam que o aumento do valor da passagem seria causado pelo aumento dos custos das empresas com mão-de-obra. Atualmente, tramitam no Congresso duas propostas propondo o fim da escala 6×1 e a diminuição da carga horária semanal de 44 para 40 ou até 36 horas. Segundo as estimativas das empresas, a diminuição para 40 horas aumentaria o custo de operação em cerca de 15%. Para 36 horas, o impacto seria de até 33%.
Empresas de ônibus temem impacto do fim da escala 6×1 para o setor
A NTU argumenta que o setor está passando por um grave déficit de profissionais qualificados, com mais da metade das operadoras relatando dificuldades de contratar motoristas, além da escassez de mecânicos. “Na avaliação da entidade, exigir ampliação imediata das equipes, em um mercado já desabastecido de trabalhadores qualificados, pode comprometer a oferta do serviço e aumentar a pressão financeira sobre os sistemas”, afirma comunicado da Associação.
Outro argumento da NTU é que a mudança incentivaria trabalhadores do setor a exercerem atividades complementares para compensar a “perda de renda”, com muitos podendo passa a atuar como motoristas de aplicativo por exemplo. A Associação aponta que isso resultaria de um “excesso de horas trabalhadas e fadiga dos profissionais”, colocando em risco a segurança dos passageiros.



