A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual da RGE Sul Distribuidora de Energia, concessionária do grupo CPFL Energia que atende 381 municípios do Rio Grande do Sul. As novas tarifas entram em vigor em 19 de junho e resultarão em um aumento médio de 16,06% nas contas de luz dos consumidores atendidos pela empresa.
Ao todo, cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras serão impactadas pelo reajuste.
De acordo com a decisão da diretoria da Aneel, relatada pela diretora Agnes da Costa, os consumidores conectados à alta tensão, como indústrias e grandes empresas, terão aumento médio de 19,02%.
Para os consumidores de baixa tensão, categoria que engloba residências e pequenos estabelecimentos, o reajuste médio será de 14,93%. Já para os clientes residenciais do subgrupo B1, a alta nas contas de energia será de 14,97%.
Considerando todas as classes de consumo, o reajuste médio aprovado foi de 16,07%.
Enchentes de 2024 influenciaram reajuste
Segundo a Aneel, uma parcela importante da elevação das tarifas está ligada à recomposição financeira iniciada após a calamidade pública provocada pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
Na ocasião, a agência optou por manter as tarifas sem reajuste para amenizar os efeitos econômicos da tragédia. Em 2025, também foi aprovado reajuste zero, adiando a aplicação dos aumentos.
Para compensar a distribuidora pelos custos absorvidos e pelas receitas que deixaram de ser arrecadadas, a Aneel reconheceu um ativo regulatório de R$ 1,233 bilhão em favor da RGE Sul. A recomposição desses valores deverá ocorrer gradualmente até 2027.
Custos de geração e transmissão também pesaram
Segundo a CPFL RGE, a definição das tarifas considera diversos fatores, entre eles os custos com geração e transmissão de energia, além da parcela referente à distribuição, que é a única atividade administrada diretamente pela concessionária.
Em nota, a Aneel informou que os principais fatores responsáveis pelo reajuste foram os componentes financeiros referentes ao ciclo tarifário atual e ao anterior, além dos custos regulares necessários para garantir o fornecimento de energia aos consumidores.




