Nós apostamos que você nunca ouvido falar do Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos, até o começo do mês, quando o ex-deputado Eduardo Bolsonaro o comparou com o Pix durante uma entrevista à rádio TMC. Durante a conversa, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mencionou que os EUA “têm mecanismos semelhantes ao Pix, como o Zelle”.
A declaração foi feita em meio às críticas do governo de Donald Trump ao nosso Pix, com a acusação de que o Brasil estaria favorecendo o seu sistema de pagamentos próprio em detrimento de empresas estadunidenses. A fala de Eduardo acabou chamando a atenção para o Zelle e, obviamente, gerou muitas dúvidas sobre esse sistema de pagamento.
Saiba mais sobre o Zelle, o “Pix dos Estados Unidos”
Lançado em 2017, o Zelle foi criado pela Early Warning Services, uma empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos dos Estados Unidos, como o Bank of America, o Capital One e o JPMorgan Chase, entre outros. Essa é uma das grandes diferenças desse sistema de pagamento em relação ao nosso Pix, que é uma iniciativa pública, desenvolvida e lançada pelo Banco Central do Brasil, que é responsável pela regulação e infraestrutura tecnológica do sistema.
Agora vamos responder à dúvida mais comum: o Zelle é um sistema de pagamento gratuito? E a resposta é: depende. Diferente do Pix, 100% gratuito, o Zelle varia de banco para banco, que pode cobrar tarifas ou não sobre o método. Outra diferença é que o Pix é instantâneo, enquanto o Zelle pode levar alguns minutos para “cair”.




