Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe uma mudança profunda nos critérios de convocação da Seleção Brasileira. Pelo texto, apenas jogadores brasileiros que atuem por clubes sediados no país poderiam defender a equipe nacional em competições oficiais. Se a proposta fosse aprovada, atletas como Vinícius Júnior, destaque do Real Madrid, deixariam de ser elegíveis enquanto permanecessem no futebol internacional.
A medida também alcança treinadores e integrantes da comissão técnica, exigindo que todos estejam vinculados profissionalmente a clubes ou entidades esportivas brasileiras.
O Projeto de Lei nº 3.582/2026, apresentado pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-RS), estabelece que somente atletas em atividade no futebol brasileiro poderão ser convocados para a Seleção em competições oficiais.
A regra seria aplicada tanto às seleções principais quanto às categorias de base. A única exceção prevista no texto envolve amistosos e partidas promocionais, desde que haja autorização do órgão responsável pela organização da competição.
Caso a proposta entrasse em vigor, jogadores brasileiros que atuam em grandes clubes europeus, como Vinícius Júnior, Rodrygo, Endrick, Raphinha e outros, ficariam impedidos de defender a Seleção enquanto estivessem vinculados a equipes do exterior.

Comissão técnica também seria afetada
Além dos atletas, o projeto estabelece que o treinador principal, auxiliares técnicos, preparadores físicos, preparadores de goleiros e demais integrantes da comissão técnica também deverão ser brasileiros e exercer atividades profissionais em clubes ou entidades esportivas instaladas no Brasil.
Na prática, a regra impediria a contratação de profissionais estrangeiros para comandar a Seleção Brasileira em competições oficiais.
Ao apresentar a proposta, Luiz Carlos Hauly afirmou que o objetivo é fortalecer o futebol brasileiro e aumentar a competitividade dos clubes nacionais.
Segundo o parlamentar, a transferência precoce de atletas para equipes estrangeiras enfraqueceu os clubes formadores, reduziu o nível dos campeonatos nacionais e diminuiu a identificação entre a Seleção Brasileira e os torcedores.
Projeto também proíbe patrocínio de casas de apostas
Outro ponto previsto no texto é a proibição de contratos entre entidades esportivas e empresas de apostas.
A vedação alcança patrocínios, publicidade, promoção, licenciamento e acordos de naming rights firmados por clubes, federações e demais organizações do sistema esportivo com plataformas de apostas esportivas e jogos de azar.
Caso a proposta seja aprovada, contratos em vigor teriam prazo máximo de 180 dias para serem encerrados, sem possibilidade de renovação. O descumprimento poderá resultar na suspensão do acesso a recursos públicos federais, incentivos fiscais, subvenções e outros benefícios, além de sanções administrativas e esportivas.
Seleção se prepara para novos compromissos
Enquanto o projeto inicia sua tramitação no Congresso Nacional, a Seleção Brasileira segue seu calendário esportivo. Os próximos compromissos da equipe comandada por Carlo Ancelotti serão os amistosos contra a Austrália, marcados para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane.
Na temporada de 2026, o Brasil disputou nove partidas, somando seis vitórias, um empate e duas derrotas. A equipe foi eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo após derrota para a Noruega, em partida decidida por gols de Erling Haaland.








