O Ministério da Saúde deu início em março, no Rio de Janeiro, a uma nova estratégia de cuidado voltada à população idosa com restrições de mobilidade. Batizado de Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa, o Padi Brasil prevê investimento de 500 milhões de reais para levar atendimento multiprofissional diretamente às residências de idosos que não conseguem se deslocar até unidades de saúde.
A novidade foi apresentada pelo ministro Alexandre Padilha, que detalhou o funcionamento da proposta. Municípios interessados poderão solicitar a criação de novas equipes ou a ampliação das já existentes na atenção básica, com aumento de carga horária e contratação de profissionais, incluindo médicos especialistas. Até agora, 2.733 cidades já pediram adesão, com solicitação de 3.677 equipes.
Cada grupo poderá receber um acréscimo mensal de até 10 mil reais, elevando o repasse para até 57,5 mil reais, dependendo da modalidade da equipe. A composição dos profissionais será definida pelos municípios, a partir de um cardápio de especialidades oferecido pelo ministério, o que inclui fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.
Investimento
O governo federal projeta investir 163,2 milhões de reais ainda em 2026 e outros 329,3 milhões em 2027. Os dados do ministério indicam que 80% da população idosa do país depende exclusivamente do SUS para atendimento, e cerca de 3 milhões de idosos acamados estão sob acompanhamento da atenção primária.
Além do Padi Brasil, o ministro mencionou outras ações já em andamento, como o Farmácia Popular e o programa Mais Especialistas, que atuam na redução de filas para cirurgias e exames. A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, disponível em versão física e digital pelo Meu SUS Digital, será usada como instrumento de monitoramento.











