O Pix é um dos métodos de pagamento mais usados pelos brasileiros no dia a dia e por isso mesmo é importante ficarmos sempre atentos a novos golpes surgindo na praça que o envolvem. Em março deste ano, o Banco Central alertou associações do sistema financeiro sobre um novo golpe envolvendo o Pix, em que criminosos utilizam malwares para desviar transferências sem que o usuário nem perceba.
De acordo com o Valor Econômico, os criminosos usam aplicativos que se fingem de legítimos para infiltrar “malwares”, como o PixRevolution, Venom e GoPix, em dispositivos móveis. Esses aplicativos maliciosos se aproveitam de permissões sensíveis dos celulares, como acessibilidade, para manipular dados na hora de transações, como destinatário e valor.
Como funciona o golpe envolvendo o Pix
O golpe começa, normalmente, convencendo você, usuário, a baixar um aplicativo falso, que se passa por uma plataforma conhecida, que muitas vezes até estão em lojas oficiais, como a Play Store, do Google. Esses aplicativos também podem ser enviados por meio de links em outros app, como o WhatsApp. Assim que você baixa o app, o “malware” é instalado no seu dispositivo e já costuma pedir que você permita o controle sobre o teclado.
Glauco Sampaio, CEO da Beephish, explica ao Valor que depois os fraudadores interceptam uma transação legítima para alterar dados e desviar o dinheiro. “Eles querem pegar uma transação que é legítima, que o próprio usuário está fazendo, e, por baixo dos panos, eles mudam para onde aquele dinheiro está sendo transferido”, explica Sampaio.
Para se proteger desse golpe, sempre evitar instalar aplicativos por links ou fontes externas, e procure garantir que o que você está baixando é o app oficial. Também lembre-se de revisar permissões e verificar se elas estão de acordo com a função do aplicativo, como explica o Valor.











