O ator e cineasta George Clooney manifestou preocupação com os efeitos da inteligência artificial sobre a capacidade da sociedade de distinguir fatos de ficção, durante coletiva de imprensa no Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu o Leão de Ouro pelo conjunto da obra. Segundo ele, as tecnologias de deepfake e a geração automatizada de conteúdo estão corroendo a confiança do público em informações verificáveis.
Clooney afirmou que a proliferação de materiais fabricados digitalmente cria um ambiente no qual qualquer evidência pode ser colocada em dúvida, inclusive aquelas que são autênticas. Ele comparou o fenômeno a um envenenamento da fonte de informações, no qual a desconfiança generalizada prejudica a percepção da realidade.
“Está ficando cada vez mais difícil para nós discernirmos a verdade […] Pior do que isso, porque você envenena o poço de dizer ‘talvez isso seja verdade’, ‘talvez não seja’, então quando você vê coisas reais que são realmente verdadeiras, as pessoas são capazes de dizer: ‘Bem, isso é falso'”, disse ele.
Concentração da propriedade dos meios de comunicação
Além das preocupações com a IA, Clooney abordou a concentração da propriedade dos meios de comunicação nas mãos de poucos bilionários, mencionando nominalmente Jeff Bezos, dono do Washington Post, e Elon Musk, proprietário do X.
Ele avaliou que esse cenário representa um risco para o jornalismo, embora tenha expressado confiança na capacidade da informação de encontrar canais de circulação.
O ator também comentou a possível fusão entre Paramount e Warner Bros, demonstrando ceticismo quanto à viabilidade financeira da operação e alertando que movimentos de consolidação no setor frequentemente resultam em demissões e perda de pluralidade.











