O El Niño promete ser um dos mais fortes já registrados em toda a história e vai alterar o clima de várias regiões do Brasil, aumentando o risco de eventos climáticos extremos no nosso país. Um novo boletim de órgãos federais meteorológicos e climáticos aponta que teremos uma primavera de contrastes climáticos causados pelo fenômeno. O El Niño vai mexer bastante com o regime de chuvas do país, resultando em excesso para algumas regiões e em falta para outras.
El Niño causa tanto excesso de chuva quanto seca no Brasil
De acordo com o Brasil 247, a região Sul gera preocupação por causa da possibilidade de episódios de chuva intensa e acumulados altos em curtos períodos. Em anos do fenômeno, a região costuma sofrer com enchentes e inundações em massa. O Rio Grande do Sul, em especial, tem apresentados sinais consistentes de aumento de extremos de chuvas.
Nos outros dois estados, algumas áreas que exigem mais atenção são:
- Santa Catarina
- Oeste
- Meio-Oeste
- Planalto
- Vale do Itajaí
- Grande Florianópolis
- Sul
- Paraná
- Sudoeste
- Centro-sul
- Região Metropolitana de Curitiba
- Serra do Mar
- Litoral
Ao mesmo tempo, o El Niño também contribui para secas prolongadas em outras partes do país, atingindo as regiões do Nordeste e Sudeste, colocando em risco os reservatórios dessas duas. No caso do Nordeste, é ainda mais preocupante porque a região já está sofrendo com seca. Em julho, 45% do território nordestino estava sob seca moderada, segundo o Brasil 247.
Um efeito comum do El Niño em todo o Brasil é o calor. Nos próximos meses, o país deve enfrentar pelo menos seis ondas de calor. No Centro-Oeste e em parte do Norte, as altas temperaturas combinadas com a pouca chuva aumentam o risco das queimadas, principalmente no Mato Grosso, no sul do Amazonas, no Pará e em áreas próximas.











