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Fenômeno que acontece apenas uma vez a cada 100 anos na Lua acaba de ser descoberto pela NASA

Por Pedro Silvini
19/09/2026
Em Geral
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Lua Satélite Terra

(Reprodução/Nasa)

A NASA identificou na Lua uma cratera formada por um impacto ocorrido recentemente em termos astronômicos e que, segundo os modelos científicos, pode acontecer apenas uma vez a cada aproximadamente um século. Batizada de McGetchin, a estrutura tem cerca de 222 metros de diâmetro e 43 metros de profundidade e foi criada após um asteroide ou fragmento de cometa atingir a superfície lunar entre 11 de abril e 22 de maio de 2024.

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O tamanho da formação fez dela a maior cratera de impacto recém-formada já identificada pela missão Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) e, segundo a NASA, a maior nova cratera já encontrada no Sistema Solar. Modelos de produção de crateras indicam que um impacto capaz de produzir uma estrutura desse porte ocorre na Lua aproximadamente uma vez a cada 132 anos.

A descoberta ganhou importância adicional porque os cientistas conseguiram observar a região antes e depois da colisão. Como a Lua praticamente não possui atmosfera, as marcas deixadas por impactos podem permanecer preservadas por longos períodos, permitindo estudar as consequências do evento com grande nível de detalhe.

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Foto: (Reprodução/NASA Goddard/Intuitive Machines)

Impacto foi identificado graças a imagens anteriores da Lua

A cratera foi localizada pelo cientista da NASA Robert Wagner durante uma verificação rotineira da qualidade dos dados coletados pelo LRO. Ao perceber uma alteração na superfície que não aparecia nas imagens anteriores, ele iniciou uma investigação para determinar a origem da formação.

“Eu simplesmente parei, larguei tudo e comecei a investigar o que era aquele ponto”, afirmou Wagner em declaração divulgada pela NASA.

Os pesquisadores estimam que o objeto responsável pelo impacto tinha dimensões comparáveis às de um edifício de seis andares. A colisão provocou uma grande escavação na superfície e lançou uma quantidade significativa de material para as áreas vizinhas.

O LRO observa toda a superfície lunar em ciclos de aproximadamente 14 dias. Como a missão acompanha a Lua há mais de 17 anos, os cientistas possuem um extenso banco de imagens que permite comparar diferentes momentos e identificar mudanças muito pequenas na paisagem.

Desde o início das operações, o equipamento já identificou aproximadamente 1.000 novas crateras de impacto e mais de 100 mil outras alterações na superfície lunar. O número real de impactos, entretanto, pode ser muito maior, já que o LRO consegue identificar principalmente crateras com cerca de 9 metros de diâmetro ou mais.

Cratera oferece oportunidade rara para estudar um impacto recente

Dois estudos publicados em 16 de setembro na revista Science Advances analisaram diferentes aspectos da descoberta. Um deles, liderado por Mark Robinson, da Intuitive Machines, examinou a própria cratera McGetchin e a enorme quantidade de material expelido durante o impacto.

O segundo estudo utilizou informações do instrumento Diviner, instalado no LRO, para investigar uma área muito maior ao redor da cratera e identificar as alterações físicas provocadas pela colisão.

A combinação dos dados permite estudar uma região lunar praticamente em seu estado original após um impacto. Isso é particularmente importante porque os pesquisadores normalmente precisam analisar crateras muito antigas, que já passaram por diferentes processos capazes de modificar suas características.

Segundo Tyler Powell, autor principal de um dos estudos, a McGetchin é excepcional justamente por ser a maior cratera recém-formada identificada até agora. Para ele, a possibilidade de o impacto ter ocorrido enquanto o LRO estava ativo permitiu uma oportunidade científica incomum: comparar diretamente a superfície antes e depois da colisão.

A estrutura recebeu o nome McGetchin em homenagem ao cientista Tom McGetchin, que se tornou diretor do Lunar Science Institute em 1977 e morreu em 1979.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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Foto ilustrativa: Pok Rie/Pexels

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