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Esses são os 7 empregos que estão entre os mais procurados no Brasil e oferecem salários de até R$ 30 mil

Por Pedro Silvini
27/09/2026
Em Geral
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Dinheiro inss / salário / Bolsa Família Pensão alimentícia Seguro auxílio

Foto:(Reprodução/Gilson Abreu/Agência Senado)

O mercado de trabalho brasileiro continua criando oportunidades em diferentes áreas, mas algumas profissões se destacam quando o assunto é remuneração elevada. Um levantamento realizado pela Catho, a pedido do jornal Valor Econômico, identificou sete cargos que concentraram o maior número de anúncios com salários entre R$ 20 mil e R$ 30 mil no país.

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A análise considerou as oportunidades publicadas na plataforma em 9 de setembro de 2026 e selecionou um cargo por área de atuação em sete segmentos: vendas, finanças, indústria, tecnologia da informação, marketing, saúde e direito. Entre as funções aparecem corretor de imóveis, gerente financeiro, gerente industrial, gerente de TI, gerente de marketing, médico-cirurgião e advogado tributarista.

O cenário de remunerações mais altas ocorre em um mercado que, apesar de ainda registrar saldo positivo de empregos formais, apresentou desaceleração na geração de vagas. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o Brasil criou 58.568 postos com carteira assinada em julho de 2026.

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Na sequência aparecem gerente financeiro, com seis anúncios; gerente industrial e gerente de TI, com quatro vagas cada; gerente de marketing, com três; médico-cirurgião, com duas oportunidades; e advogado tributarista, com um anúncio dentro do recorte estabelecido.

É importante destacar que os números representam uma fotografia das ofertas disponíveis na plataforma na data analisada. Portanto, não significam que esses sejam necessariamente os cargos com maior volume absoluto de contratações no país.

Além disso, salários de R$ 20 mil a R$ 30 mil estão concentrados principalmente em posições de maior responsabilidade, especialização técnica ou experiência profissional. Em algumas dessas carreiras, a remuneração também pode variar conforme região, porte da empresa, senioridade e modelo de contratação.

Mercado formal desacelera em julho

Enquanto algumas áreas oferecem remunerações elevadas, o ritmo geral de criação de empregos perdeu força no mês de julho. Segundo o Caged, foram 2,26 milhões de admissões e 2,2 milhões de desligamentos, resultando no saldo positivo de 58.568 vagas.

O resultado representa uma queda de 57,3% em relação a junho e de 56,3% na comparação com julho de 2025. Também foi o menor saldo registrado para um mês de julho desde 2020, considerando a série disponibilizada pelo Caged.

Apesar da desaceleração, o acumulado do ano permanece positivo. Entre janeiro e julho, o país abriu 972.203 empregos formais. No mesmo período de 2025, haviam sido criados 1.229.107 postos, o que representa uma retração de 20,9%.

Os números do Caged consideram trabalhadores com carteira assinada e podem sofrer alterações posteriores em razão do envio de declarações fora do prazo ou de retificações feitas pelas empresas.

Serviços lideram abertura de vagas

Entre os cinco grandes setores acompanhados pelo Caged, quatro terminaram julho com saldo positivo. O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 24.098 novas vagas.

A construção civil apareceu em seguida, com 12.691 postos, enquanto a agropecuária abriu 12.523 e a indústria, 11.315. O comércio foi o único dos grandes segmentos com resultado negativo, encerrando o mês com 8.114 vagas a menos.

Dentro dos serviços, transporte, armazenagem e correio foram responsáveis pelo maior saldo, com 18.150 empregos. Saúde humana e serviços sociais vieram depois, com 12.235. Na direção contrária, a educação registrou o fechamento de 7.352 postos.

Na construção civil, as obras de infraestrutura criaram 7.087 vagas e os serviços especializados para construção acrescentaram 4.253. Já na indústria, a fabricação de produtos alimentícios liderou, com 6.994 novos empregos, seguida pela fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 3.440, e pela fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com 1.950.

Salário médio do brasileiro bate recorde

O avanço de algumas carreiras para faixas salariais mais altas ocorre em um momento em que a remuneração média dos trabalhadores também atingiu um patamar recorde.

Segundo dados do IBGE, o rendimento médio habitual chegou a R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro de 2026. O valor representa aumento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 3.466.

O resultado também superou o recorde anterior, de R$ 3.623, registrado no trimestre encerrado em dezembro do ano passado.

Entre as atividades que mais contribuíram para o aumento anual da remuneração estão agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com crescimento de 9%, equivalente a mais R$ 192. Na construção, a alta foi de 5,9%, ou R$ 157, enquanto o conjunto formado por informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas teve avanço de 5,4%, correspondente a R$ 263.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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