As eleições de 2026 estão se aproximando e, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), este ano, os votos de brasileiros que vivem no exterior podem fazer diferença na eleição presidencial. Houve um crescimento recorde de brasileiros que vivem fora aptos a votar. Foram mais de 918 mil imigrantes se registrando para votar, um aumento de 31,8% em relação às últimas eleições presidenciais de 2022.
Entrevistado pelo DW, a pesquisadora Teresa Schneider, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), comenta que esse público de quase um milhão de votos tem potencial para fazer diferença nas eleições. “Isoladamente, o voto do exterior não decide o processo eleitoral, mas pode sim ser um peso relevante, pois são votos a serem disputados”, avalia Schneider.
De acordo com o DW, agora, os votantes da chamada zona eleitoral ZZ, de pessoas que vivem fora do Brasil, já superam três estados da região Norte: Amapá (577,5 mil), Acre (614,3 mil) e Roraima (401,5 mil).
O primeiro turno das eleições acontece no dia 4 de outubro.
Partidos tentam conquistar votos no exterior
Com esse número considerável de pessoas fora do Brasil votando, é claro que os partidos políticos do país também estão investindo para tentar conquistar esses votos. Nos Estados Unidos, onde mais de 65% dos brasileiros que votam optaram por Jair Bolsonaro na última eleição, o bolsonarismo continua investindo. Eduardo Bolsonaro, secretário de Relações Internacionais do PL, incentiva brasileiros que moram no país, assim como ele, a regularizarem o título de eleitor e a votarem, além de promover encontros de direita com apoiadores.
Já o PT concentra seus esforços na Europa, onde Lula recebeu a sua maior votação nas últimas eleições: 67,2%. “Em Paris, por exemplo, militantes ofereciam ajuda a eleitores para navegarem na plataforma e-título e se regularizarem para votar”, conta matéria do DW.











