A exposição do rosto na internet virou um problema para a autenticação facial. É o que afirma o CEO da DINAMO Cyber Security Company, Marco Zanini, em entrevista ao InfoMoney. Segundo ele, o rosto parecia a solução ideal por causa da câmera universal, mas se revelou uma biometria altamente exposta, já que há centenas de imagens das pessoas disponíveis na rede.
Diante desse cenário, empresas de tecnologia e segurança passaram a olhar para a biometria da palma da mão. Em declarações ao InfoMoney, Zanini explicou que a biometria palmar cresce rapidamente em sistemas presenciais porque combina a geometria da mão com a leitura do fluxo sanguíneo, o que permite prova de vida durante a autenticação.
A tecnologia da Tencent, desenvolvedora da plataforma PalmAI, analisa formato da mão, linhas da pele e padrões das veias, captados por sensores ópticos e infravermelhos. A hemoglobina absorve luz infravermelha próxima, fazendo as veias aparecerem como linhas escuras sob a pele, formando um padrão único e quase impossível de falsificar.
Conforme dados apresentados ao InfoMoney, a taxa de falsa aceitação é inferior a 0,0000001%, e a de falsa rejeição, inferior a 0,01%. O processo completo leva menos de 0,3 segundo.
Segurança reforçada
A biometria facial tem índice de falso positivo em torno de 0,001, enquanto a palmar fica em 0,000001, o que representa assertividade mil vezes maior. Os principais casos de uso se concentram em pagamentos, transporte público e controle de acesso.
Na China, a tecnologia já é usada em estabelecimentos comerciais, estações de metrô e ambientes corporativos. A solução da Tencent soma mais de 50 milhões de usuários ativos, mais de 2 bilhões de transações processadas e mais de 200 mil pontos de uso.
Entre os casos citados, está a implementação em 1.500 lojas da rede 7-Eleven China, que aumentou em 25% a eficiência dos caixas em horários de pico e levou 70% dos usuários a adotarem a palma da mão como método preferencial de pagamento.











