Se eu te pedir para fechar os olhos e pensar em um jornalista, eu aposto que, para muitos de vocês, a primeira imagem que vem à mente é de William Bonner, na bancada do Jornal Nacional, dizendo “Boa noite”. E não é por acaso. Afinal, estamos falando do nome que ficou à frente de um dos principais telejornais brasileiros por quase 30 anos. Este ano, o jornalista da Globo participou da série Memórias Ecanas, iniciativa da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde relembrou sua carreira e seu período na universidade.
Ao falar sobre sua trajetória, Bonner lembrou que sempre gostou da área da comunicação, mesmo sendo muito tímido, e que gostava de criar propagandas de produtos que não existiam na adolescência, uma forma de explorar textos, ideias e imagens. Essa afinidade com a escrita e o momento de expansão da publicidade no país influenciaram a escolha de Bonner pelo campo da comunicação.
Ele prestou quatro vestibulares – FUVEST, PUC, FAAP e Escola Superior de Propaganda e Marketing – e foi aprovado em todos. Mas ele optou pela ECA-USP, o início da sua trajetória acadêmica e profissional na comunicação.
No depoimento, ele fala sobre os desafios de conciliar estudo, trabalho e os longos deslocamentos pela capital de São Paulo, e destaca sua passagem pela Rádio USP, onde teve os primeiros contatos com uma rotina de estúdio, locução e produção.
“Ver um símbolo do jornalismo resgatar suas raízes na Publicidade e na Rádio USP reafirma como a sólida formação proporcionada pela escola é capaz de projetar trajetórias de grande impacto na sociedade”, afirma Clotilde Perez, diretora da ECA.











