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Anvisa libera substância aguardada há anos que regenera lesões

Por Carolina Carvalho
05/01/2026
Em Geral
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anvisa

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Nesta segunda-feira (5), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou a liberação da fase 1 da pesquisa clínica da polilaminina, uma substância que conseguiu regenerar lesões na medula espinhal durante testes científicos feitos por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Nessa primeira fase, eles avaliam a segurança e os possíveis efeitos colaterais em pacientes saudáveis.

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Com essa liberação da Anvisa, o laboratório Cristália, empresa brasileira que patrocina o estudo, vai selecionar e monitorar cinco voluntários para receberem a polilaminina. De acordo com a Folha de São Paulo, os voluntários provavelmente serão selecionados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

Para receber a substância, dentro da fase clínica, os voluntários precisam ter sofrido lesões medulares completas, com perda total de sensibilidade e de movimento entre os 18 e 72 anos. No momento, a equipe de pesquisadores visa apenas pacientes que sofreram essas lesões em um período de, no máximo, 72 horas. Segundo a Folha, essa fase deve durar pelo menos seis meses. Nas fases 2 e 3, o objetivo é comprovar a eficácia da substância, que aí então pode ser introduzida no mercado.

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“Já há conversas entre a empresa e o Ministério da Saúde para que, se aprovado, o produto seja disponibilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde)”, afirma a Folha. A polilaminina é feita a partir de uma proteína retirada da placenta.

Anvisa

Autarquia sob regime especial presente em todo o Brasil, a Anvisa protege a saúde da população brasileira por meio do controle sanitária de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária.

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Carolina Carvalho

Carolina Carvalho

Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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