O Brasil implementou uma política significativa na saúde pública em 2023, proibindo a gordura trans em alimentos industrializados. A decisão, coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi formalizada através da resolução RDC nº 632/2022.
O objetivo é eliminar do mercado nacional óleos e gorduras parcialmente hidrogenados, em resposta ao impacto nocivo dessas substâncias sobre a saúde humana. A medida visa principalmente prevenir doenças cardiovasculares.
No mercado nacional, a gordura trans era produzida pela hidrogenação parcial de óleos vegetais. Essa prática tornava-se um fator de risco para aumento do colesterol LDL, infartos e outras complicações. Sua consistência sólida à temperatura ambiente era um atrativo para a indústria alimentícia, mas acarretava sérios riscos à saúde dos consumidores.
Gorduras trans ainda são permitidas em salgadinhos e biscoitos em diversos países, apesar do avanço global contra o ingrediente. Enquanto 60 nações, incluindo Dinamarca e Singapura, já proibiram ou limitaram a substância a 2%, nações dos Bálcãs, Irã e Turquia ainda registram altos teores. A OMS alerta que o consumo excessivo causa mais de 278 mil mortes anuais por doenças cardíacas.
Impacto do banimento na indústria e saúde pública
Com a proibição, a indústria alimentícia precisou buscar alternativas. A gordura interesterificada surgiu como principal substituta ao replicar a textura desejada sem ser trans. No entanto, existem preocupações sobre seus efeitos sobre o colesterol e inflamações.
Os consumidores devem ficar atentos aos rótulos. Produtos industrializados podem conter outros ingredientes prejudiciais. A orientação é priorizar uma alimentação rica em produtos frescos e minimamente processados.
O banimento é um marco no combate a doenças relacionadas à alimentação. Estabelece um precedente que pode inspirar outros países a adotar medidas semelhantes. Desde 2023, a conscientização sobre a saúde alimentar no Brasil aumentou.








