Um homem de 63 anos pode passar mais de um ano na prisão depois de receber por engano S$ 125 mil, cerca de R$ 500 mil em conversão aproximada, na conta bancária e decidir ficar com o dinheiro. O caso ocorreu em Singapura e ganhou novos desdobramentos após Loo Liew Ting admitir à Justiça que movimentou a quantia entre diferentes contas, realizou saques e utilizou parte dos recursos para fins pessoais.
O dinheiro foi depositado na conta do homem em julho de 2024, depois que outro cliente bancário, de 55 anos, pretendia fazer uma transferência de S$ 125 mil, mas selecionou o destinatário errado. Ao perceber o equívoco, a vítima comunicou o caso à polícia e aos bancos envolvidos.
Loo, porém, não devolveu a quantia. Segundo o processo, ele sabia que o dinheiro não lhe pertencia e que havia sido enviado por engano.

Dinheiro foi dividido entre contas e usado pelo acusado
Depois de receber a quantia, Loo começou a movimentar os recursos. Entre 12 de julho e 21 de setembro de 2024, ele realizou uma série de operações que, segundo a acusação, tiveram o objetivo de ocultar o dinheiro recebido.
Entre as movimentações identificadas estão um saque de S$ 40 mil da conta do POSB, uma transferência de S$ 103 mil para uma conta no Citibank, seguida de um saque de S$ 25 mil, além de um depósito de S$ 8,4 mil em uma conta do OCBC.
Os bancos tentaram entrar em contato com Loo depois que o verdadeiro destinatário percebeu o erro, mas ele não respondeu às tentativas de comunicação.
Durante as investigações, realizadas posteriormente, o homem afirmou que poderia devolver o dinheiro porque possuía determinados investimentos. A restituição, entretanto, não aconteceu.
O caso também envolve uma terceira acusação relacionada à retirada de 20 mil ringgit em dinheiro para a Malásia, equivalente a aproximadamente S$ 6,47 mil. Essa acusação deverá ser considerada no momento da definição da pena.
Homem admitiu os crimes e pode ficar até dois anos preso
Loo se declarou culpado, em 25 de março deste ano, por uma acusação de apropriação desonesta e outra relacionada à ocultação de benefícios provenientes de atividade criminosa por meio de múltiplas transferências.
O Ministério Público de Singapura pediu inicialmente uma pena de 15 a 17 meses de prisão. A defesa, por outro lado, solicitou 12 meses, argumentando que uma condenação mais longa seria excessivamente severa diante do histórico do acusado.
Loo não possui condenações anteriores e trabalha como praticante de medicina tradicional chinesa em regime parcial.
Apesar de a acusação ter retirado o pedido inicial para que ele fosse obrigado a ressarcir imediatamente os S$ 125 mil, o juiz determinou uma investigação mais aprofundada sobre as condições financeiras do acusado. A decisão levou em consideração indícios de que Loo ainda poderia ter recursos ou patrimônio disponíveis.
Antes da sentença, ele terá de apresentar extratos bancários, registros do CPF de Singapura (CPF) e comprovantes de pagamento. A definição da pena foi adiada.
As acusações pelas quais Loo se declarou culpado possuem penas expressivas em Singapura. A apropriação indevida pode resultar em até dois anos de prisão, enquanto a ocultação de produtos de atividade criminosa pode levar a uma pena de até 10 anos.











