Em Fortaleza, capital do Ceará, foram confirmados este ano 11 casos de morcegos que testaram positivo para o vírus da raiva. A doença pode ser transmitida para humanos e para animais de estimação, e o mais preocupante é que ela não tem cura na esmagadora maioria dos casos depois que os sintomas surgem.
Os animais em questão foram encontrados nos seguintes bairros da capital cearense:
- Serrinha;
- Rachel de Queiroz;
- Vila União;
- Itaoca;
- Antônio Bezerra;
- Bom Jardim;
- Coaçu;
- Parque Dois Irmãos;
- Parque Manibura.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) do município, as amostras coletadas continuam em análise para que as variantes virais em circulação sejam identificadas. Os casos chamam a atenção para a necessidade da prevenção da doença, principalmente por meio da vacinação de cães e gatos.
“A vacinação de cães e gatos é fundamental para impedir a circulação da doença no ciclo urbano e proteger toda a população. Mesmo sem casos humanos há mais de duas décadas, a presença do vírus em morcegos exige vigilância permanente e responsabilidade coletiva”, destacou o coordenador de Vigilância em Saúde da SMS, Josete Malheiro Tavares, segundo o Diário do Nordeste.
Raiva: quais os sintomas e o que fazer?
A doença é causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. Ela provoca uma inflamação no cérebro e, sem tratamento, é letal. De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais e sintomas clínicos da doença são:
- Mal-estar geral
- Anorexia
- Náuseas
- Entorpecimento
- Inquietude
- Pequeno aumento de temperatura
- Dor de cabeça
- Dor de garganta
- Irritabilidade
- Sensação de angústia
A doença é transmitida para humanos por meio da saliva de animais infectados, principalmente da mordida, mas também pode ser transmitida por arranhados e até lambidas. Caso você seja mordido por um animal que possa estar contaminado (muitas vezes não é possível saber se ele foi ou não vacinado), procure um hospital para passar pelo tratamento de profilaxia pós-exposição, como a vacina antirrábica ou antibióticos (depende do caso).



