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Após decisão, conta essencial ficará mais cara em 9 estados do Brasil

Por Pedro Silvini
01/05/2026
Em Geral
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conta de luz

(Reprodução/Freepik)

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou reajustes nas tarifas de energia elétrica que vão impactar consumidores de nove estados brasileiros. A decisão, tomada nesta quarta-feira (22), atinge cerca de 21,95 milhões de unidades consumidoras, o equivalente a quase 50 milhões de pessoas.

Os aumentos já começam a valer e variam conforme a distribuidora e o perfil de consumo, com média nacional estimada em aproximadamente 8%, índice superior à inflação projetada para o período.

Entre as concessionárias com maior reajuste está a CPFL Santa Cruz, que atende municípios de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Para consumidores residenciais (baixa tensão), o aumento chega a 17,86%, enquanto indústrias e grandes clientes (alta tensão) terão reajuste de 9,71%.

Já a Energisa Mato Grosso do Sul registrou elevação média próxima de 12%, com impacto tanto para consumidores residenciais quanto para empresas. No interior paulista, a CPFL Paulista terá reajuste de até 9,25% para residências e 18,75% para alta tensão.

Outras distribuidoras nas regiões Nordeste e Centro-Oeste também tiveram aumentos autorizados, com variações entre cerca de 5% e 12%.

Motivos para o aumento

Segundo especialistas do setor, os reajustes refletem fatores estruturais, como o aumento de encargos incluídos na conta de luz, subsídios a fontes de energia e custos operacionais das distribuidoras.

Além disso, a retirada de mecanismos temporários que haviam reduzido tarifas em anos anteriores também contribuiu para a elevação dos preços.

Impacto econômico e preocupação do governo

O aumento da conta de luz é considerado sensível do ponto de vista econômico, já que influencia diretamente a inflação e o custo de vida da população. Diante disso, o governo federal chegou a avaliar medidas para reduzir o impacto, como a concessão de crédito às distribuidoras por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, mas a proposta não avançou.

A decisão da Aneel ocorre em um momento de atenção sobre os custos do setor elétrico, especialmente diante do crescimento de subsídios e encargos que são repassados aos consumidores.

Somadas, as distribuidoras afetadas atendem milhões de consumidores em estados das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. O efeito prático será percebido já nas próximas faturas de energia, com impacto direto no orçamento das famílias e empresas.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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