Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) comece os estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a Covid-19. Primeira vacina com essa tecnologia produzida aqui no Brasil, a vacina foi desenvolvida na plataforma RNAm da Fiocruz.
“A consolidação dessa plataforma amplia a capacidade nacional de responder a emergências sanitárias, reduz a dependência de tecnologias externas e cria uma base para o desenvolvimento de novos produtos voltados a diferentes desafios do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.
O que é uma vacina de RNA mensageiro?
A maioria das vacinas é feita a partir de uma parte de um agente infeccioso morto ou enfraquecido. Já a vacina de RNA mensageiro é feita a partir de um mRNA sintético, que corresponde a uma proteína desse agente. “Isso faz com que as células produzam parte de uma proteína específica do agente infeccioso para que o organismo possa aprender que ela é estranha e, assim, desenvolva uma resposta imunológica”, explica o site da Pfizer.
Como será feito estudo dessa vacina
Segundo comunicado da Anvisa, o estudo vai contar com 90 participantes adultos saudáveis entre 18 e 59 anos, que serão recrutadas nos centros Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e Policlínica Lincoln de Freitas Filho, no Rio de Janeiro (RJ), no primeiro trimestre de 2027. Até lá, o estudo ainda precisa ser aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. O período de inclusão desse grupo deve ser de seis meses e, após a inclusão, eles continuam sendo acompanhados por mais seis meses.
“O ensaio clínico terá formato aberto, multicêntrico, não randomizado e não controlado, para avaliar a segurança, reatogenicidade e imunogenicidade nas doses de 25 μg, 50 μg e 100 μg”, explica a Anvisa.











