Em 2017, foi divulgado um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com projeções de que, se o Brasil mantivesse suas regras para a previdência, o gasto dos cofres públicos com as aposentadorias chegaria a 17% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2050.
De acordo com o g1, o documento Pensions at a Glance da OCDE compara o desempenho de 43 países, incluindo todos os membros da organização e do G20. Em média, até 2050, esses países devem gastar 9,2% do PIB com a previdência. A taxa projetada para o Brasil é a mais alta da lista.
No geral, os gastos com a previdência nos países avaliados vai aumentar, pela simples realidade de que a população está envelhecendo mais e as taxas de natalidade estão caindo. Uma exceção são alguns países europeus que fizeram reformas nos seus sistemas de previdência. Na França, por exemplo, a taxa em proporção ao PIB deve passar de 15% para 13% até 2030.
Reforma da Previdência
Naquela época, o governo de Michel Temer estava pressionando pela aprovação da reforça da Previdência, que acabou sendo aprovada de vez apenas em 2019, no governo Bolsonaro. A reforma modificou regras de acesso a benefícios previdenciários, com o objetivo de tentar conter os gastos dos cofres públicos com a previdência. Foram alterados pontos como a idade mínima para aposentadoria (que está aumentando progressivamente até 2031) e o tempo mínimo de contribuição.
Porém, especialistas acreditam que essa reforma ainda não foi o suficiente, defendendo ainda mais mudanças. De acordo com projeções do Ministério da Fazenda, os gastos com a previdência devem passar 12% do PIB até 2060.




