O calendário escolar de 2027 passará por mudanças em todo o país por causa da realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA, que será sediada pelo Brasil. A Lei nº 15.421, sancionada em junho, determina que as redes pública e privada reorganizem o ano letivo para que as férias escolares do primeiro semestre coincidam com o período da competição, marcada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.
Será a primeira vez que um país da América do Sul receberá o Mundial Feminino, que contará com a participação de 32 seleções, divididas em oito grupos na fase inicial.
A legislação estabelece que o recesso escolar deverá abranger todo o período da Copa. Na prática, escolas públicas e particulares precisarão ajustar seus calendários para compatibilizar as férias com o evento esportivo.
Segundo o governo, a medida busca evitar conflitos entre as atividades escolares e a logística da competição, contribuindo para a mobilidade urbana, a operação dos serviços públicos e a participação da população durante os jogos.
As partidas serão disputadas em oito capitais brasileiras:
- Belo Horizonte (Mineirão);
- Brasília (Estádio Nacional);
- Fortaleza (Arena Castelão);
- Porto Alegre (Beira-Rio);
- Recife (Arena de Pernambuco);
- Rio de Janeiro (Maracanã);
- Salvador (Arena Fonte Nova);
- São Paulo (Arena Itaquera).
Lei também prevê possibilidade de feriados
Além das mudanças no calendário escolar, a legislação autoriza o governo federal a decretar feriados nacionais nos dias em que a Seleção Brasileira entrar em campo durante a Copa do Mundo Feminina.
A norma também permite que estados, o Distrito Federal e os municípios que receberão partidas instituam feriados locais ou pontos facultativos nas datas em que houver jogos em seus territórios.
Especialistas apontam desafios para cumprir os 200 dias letivos
A obrigatoriedade de concentrar as férias durante o período da competição tem gerado preocupação entre representantes de escolas particulares e especialistas em educação.
Segundo eles, a reorganização do calendário poderá dificultar o cumprimento dos 200 dias letivos exigidos pela legislação educacional, exigindo adaptações no planejamento pedagógico e na distribuição das aulas ao longo do ano.
Na avaliação do setor, será necessário reorganizar o cronograma escolar para garantir o conteúdo previsto sem comprometer o aprendizado dos estudantes.




