Um dos principais produtos de exportação do nosso país, a carne do Brasil perdeu um importante mercado: todos os países da União Europeia (UE). No início de junho, a UE retirou o país da lista de países considerados aptos a cumprir regras do bloco quanto ao uso de antimicrobianos na produção animal. Por isso, a partir do dia 3 de setembro, temos proibidos de exportar carne para o mercado europeu. A proibição vale para carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, pescado e mel.
No ano passado, 5% das exportações brasileiras de carne foram para a União Europeia. Como aponta matéria do g1, é uma parcela relativamente pequena, mas trata-se de um mercado estratégico por concentrar a compra de cortes de maior valor agregado.
Carne brasileira vai conseguir atender exigências da UE?
Na última quinta-feira (16), o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, afirmou que há “grandes chances” da produção de carnes brasileira não conseguir atender às exigências da UE sobre o uso de antimicrobianos. Ele explica que isso acontece por causa do ciclo da criação bovina, o que significa que adaptar o uso dos antimicrobianos levaria dois anos e meio.
O que são os antimicrobianos?
Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais, mas algumas também são usadas para promover o crescimento deles, prática restringida pela legislação europeia.
“Eu acho que o Ministério da Agricultura está dialogando com todos os elos da cadeia, tanto com a indústria quanto com os pecuaristas, para se chegar a uma boa decisão que ainda não temos, mas a gente está acompanhando para que a gente chegue nessa boa decisão”, afirmou Perosa, de acordo com o g1.








