O aumento dos casos de sarampo em São Paulo volta a atenção imediata para reforçar a vacinação. Em 26 de junho, dois novos diagnósticos foram confirmados: uma mulher de 20 anos e uma criança de 6 meses, ambas residentes na capital paulista.
A recertificação de erradicação ou eliminação da doença foi entregue ao governo brasileiro no final de 2024.
As autoridades estaduais respondem ao surto recente com uma intensificação das campanhas de vacinação. Esse aumento nos casos ressalta a importância da vacinação como principal ferramenta de prevenção contra o sarampo. A redução das taxas de imunização tem deixado grupos vulneráveis expostos.
Medidas para intensificar a imunização
Desde o final de janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde adotou a estratégia da “dose zero” da vacina tríplice viral para bebês entre 6 e 11 meses. Esse reforço extra, fora do calendário vacinal habitual, é uma tentativa de ampliar a proteção em faixas etárias mais suscetíveis ao sarampo.
As recomendações incluem a administração de duas doses da vacina para quem tem entre 5 e 29 anos. Para adultos entre 30 e 59 anos, ao menos uma dose é requerida. Profissionais da saúde devem estar completamente imunizados devido à sua exposição mais frequente ao vírus.
As autoridades destacam que a estratégia faz parte de uma abordagem abrangente para conter a disseminação do vírus e incentivar a vacinação entre todos os grupos etários. Dados recentes indicam que a cobertura vacinal da primeira dose é de 85,32%, enquanto apenas 72,06% da população recebeu a segunda dose.
Prevenção
O combate à expansão do sarampo também envolve identificar rapidamente novos casos e conduzir investigações epidemiológicas para conter a transmissão. Equipes do Centro de Vigilância Epidemiológica, juntamente com o Ministério da Saúde, estão em ação para rastrear a origem das infecções e prevenir novos surtos.




