O Super El Niño deste ano pode causar até 451 mil mortes no mundo, segundo estimativa do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago. O fenômeno é definido pelo aumento da temperatura do Pacífico, começou em junho e tem pico previsto para o final deste ano. A expectativa é que seja o mais intenso já registrado.
Os pesquisadores estimam que as temperaturas globais ficarão 1,2°C acima do normal nos próximos meses. Isso deve resultar em 44% mais dias de calor extremo do que em um ano comum. Os países em desenvolvimento devem concentrar o maior número de óbitos.
A região do Sahel, na África, pode registrar 66,8 mil mortes adicionais em comparação com um ano normal. Metade delas na Nigéria. As projeções apontam ainda 19,3 mil mortes na Indonésia, 19,4 mil nas Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja, e 15,8 mil na Índia.
Brasil
No Brasil, a estimativa é de até 13,3 mil mortes adicionais por calor extremo. O país está entre os que devem sentir os efeitos do fenômeno de forma significativa, ao lado de outras nações em desenvolvimento.
Além das mortes, o calor extremo pode sobrecarregar hospitais, afetar a produção agrícola e agravar a crise hídrica em várias regiões. Especialistas alertam que os efeitos podem ser ainda maiores se medidas de adaptação e mitigação não forem adotadas com urgência.











