O salário mínimo pode subir para 1.721 reais, um aumento de 120 reais sobre o valor atual. A mudança ainda depende da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado ao Congresso. Se confirmada, a correção vai impactar diretamente determinadas aposentadorias pagas pelo INSS. Os beneficiários que recebem o valor mínimo, incluindo o Benefício de Prestação Continuada, terão reajuste automático.
Para pagamentos acima do salário mínimo, o reajuste segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo IBGE. Isso significa que, mesmo com o salário elevado, não haverá aumento automático nos valores desses benefícios. Eles dependem do índice, que pode ser menor que o reajuste do piso.
Novo valor ainda não está confirmado
O novo valor ainda não está confirmado porque o governo enviou o projeto ao Congresso para alcançar a meta fiscal definida na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que ainda não foi avaliada e aprovada. Conforme o texto, o aumento de 7,4% será revisto quando for divulgado o IPCA de novembro. A conta atual considerou apenas uma projeção do índice acumulado em 12 meses mais a variação do PIB de 2025.
Cada 1 real adicional no salário mínimo gera uma despesa extra de 413,2 milhões de reais para o governo. O salário mínimo é o menor valor que um empregador pode pagar a um trabalhador no Brasil. Ele serve de referência para mais de 61 milhões de pessoas, segundo o Dieese, incluindo trabalhadores formais, aposentadorias, pensões e benefícios sociais como o BPC. Também influencia gastos federais como seguro-desemprego e abono salarial.











