A Comissão Nacional Bancária e de Valores (CNBV) do México anunciou uma mudança significativa no setor bancário. A biometria facial se tornará obrigatória para a identificação de clientes. A medida visa reduzir fraudes e falsificações de identidade em serviços financeiros.
Desde 2 de julho, as instituições financeiras têm 90 dias úteis para implementar a tecnologia, integrando-a com bases de dados oficiais, como as do Instituto Nacional Eleitoral (INE) e da Secretaria de Relações Exteriores (SRE).
A nova regra exige que bancos adotem a biometria facial como método de autenticação juntamente com impressões digitais. O objetivo é garantir que a validação das identidades siga rigorosos padrões internacionais, como a ISO/IEC 30107-3 e o NIST FRVT.
Segurança e eficiência
Com a implementação do reconhecimento facial, o sistema bancário mexicano deve experimentar maior segurança e agilidade. A tecnologia facilita a identificação dos clientes, o que deve acelerar procedimentos como abertura de contas e transações digitais.
Além disso, os bancos têm permissão para gerenciar suas bases de dados biométricas, garantindo que a partilha de informações entre bancos ou entidades privadas seja evitada.
A eficiência nas operações bancárias deve ser perceptível, uma vez que o sistema reduz a necessidade de verificações repetidas, melhorando a experiência do usuário. Porém, as instituições precisam assegurar que o processo de verificação utilize imagens frontais de boa qualidade, evitando que acessórios escondam partes do rosto.
Prova de vida
A principal preocupação é a segurança digital. Para mitigar riscos, os bancos devem implementar a “prova de vida“, um mecanismo que garante que as imagens sejam de uma pessoa real e não reproduções.
Embora a CNBV não proíba explicitamente a partilha de dados biométricos entre entidades, existe uma forte recomendação para proteger as informações armazenadas. Além disso, a CNBV já considera expandir o uso da biometria para outras formas de autenticação no futuro.




