Pesquisadores da Loma Linda University Health, na Califórnia, nos EUA, descobriram que o consumo de ovos está associado a um risco menor de doença de Alzheimer em idosos. De acordo com essa descoberta, comer um ovo por dia, em pelo menos cinco dias da semana, reduz o risco da doença neurológica em até 27%. Mas até mesmo o consumo um pouco mais casual já foi ligado a um risco menor de Alzheimer.
De acordo com a principal investigadora por trás do estudo, Joan Sabaté, professora da universidade, comer ovos de uma a três vezes por mês diminuiu o risco em 17% e de duas a quatro vezes, em 20%.
Segundo matéria do Globo, o estudo, que foi publicado no Journal of Nutrition, acompanhou mais de 40 mil pessoas ao longo de 15 anos, com os casos de doença de Alzheimer sendo diagnosticados por médicos. “Pesquisas comprovam que os ovos fazem parte de uma dieta saudável. Queremos que as pessoas se concentrem na saúde geral, além de levarem em consideração esses benefícios dos ovos”, destacou a principal autora, Jisoo Oh, doutora e mestre em Saúde Pública e professora associada de epidemiologia na Escola de Saúde Pública da universidade.
Benefícios dos ovos para a saúde cerebral
Ovos são uma fonte rica de colina, um precursor da acetilcolina e da fosfatidilcolina, dois nutrientes essenciais para a memória e a função sináptica. Outros nutrientes presentes nesses alimentos são luteína e zeazantina, carotenoides que se acumulam no tecido cerebral e estão ligados à melhora no desempenho cognitivo e redução do estresse cognitivo. Por fim, eles também ricos em ácidos graxos ômega-3 essenciais e em fosfolipídios, fundamentais para a função dos receptores de neurotransmissores.




