Comerciantes da região da Avenida Vasco da Gama, em Salvador, estariam enfrentando a imposição de taxas semanais de até R$ 400 para operação de seus estabelecimentos em 2026. Essas cobranças são atribuídas ao Comando Vermelho, que exigiria um pagamento em dinheiro para evitar rastreamento.
Essas cobranças estariam levando a uma série de conflitos. Comerciantes que se recusam a pagar estariam enfrentando arrombamentos e depredações. Muitos teriam sido forçados a fechar suas lojas, incapazes de arcar com os valores exigidos. As autoridades têm tentado abordar o problema, mas as pressões continuam aumentando.
Intimidação
Na capital baiana, a rotina dos comerciantes está marcada pelo medo e pela pressão. Alguns relataram que os cobradores seguiriam orientações dos líderes da facção. Em resposta, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) priorizou a investigação e o monitoramento.
A polícia deteve suspeitos envolvidos nas extorsões, ampliando o patrulhamento na avenida. O uso estratégico de câmeras de vigilância foi intensificado visando coibir as atividades ilegais.
Impactos econômicos sobre os pequenos negócios
Os custos adicionais com as cobranças ilegais têm impacto direto na economia local. Para alguns comerciantes, repassar esses custos para os produtos se tornou inevitável, resultando em preços mais altos para os consumidores.
Além disso, o capital que poderia ser investido no desenvolvimento dos negócios estaria sendo direcionado para cobrir essas taxas.
A permanência das extorsões ameaça o fechamento de mais estabelecimentos e aumenta a preocupação entre os empreendedores. Não há dados formais, mas relatos indicam um aumento do desemprego e migração de comerciantes para regiões fora do controle das facções. Enquanto as investigações continuam, os comerciantes esperam por ações mais eficazes.



