O mercado de trabalho formal brasileiro registrou a criação de 58.568 empregos com carteira assinada no mês de julho, conforme os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Esse é o pior desempenho para o mês desde 2020, quando foram abertos 108.514 postos.
O saldo positivo, embora ainda mantenha a trajetória de expansão, representa uma queda de 56% em relação a julho de 2025, período em que o país havia gerado 133.932 vagas formais. O resultado interrompe a sequência de contratações mais robustas e consolida o ritmo mais fraco de geração de emprego no ano de 2026.
No mês passado, foram registradas 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos, o que elevou o estoque total de vínculos ativos para 48.082.866.
O setor de serviços foi o principal responsável pela criação de vagas, com 24.098 novos postos, seguido pela construção civil, com 12.691, agropecuária, com 12.523, e indústria, com 11.315. O comércio foi o único setor a apresentar saldo negativo no período.
Acumulado de vagas nos sete primeiros meses de 2026
Nos sete primeiros meses de 2026, o acumulado de novas vagas formais chega a 972.203, o que representa um crescimento de 2,06% no estoque de trabalhadores celetistas. Nos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, a geração de empregos acumulada aproxima-se de 1 milhão de postos, com crescimento estimado de 1,87% e abertura de 880.717 vagas.
O resultado de julho ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro. Analistas projetavam a criação de aproximadamente 115 mil novos postos de trabalho no período.
A frustração com o indicador acendeu um sinal de alerta entre economistas, que passaram a avaliar com mais cautela os efeitos da política de juros elevados sobre a atividade econômica e o desempenho do comércio nacional.











