O desaparecimento de Ruja Ignatova, conhecida como a “Rainha das Criptomoedas”, intriga o mundo das finanças desde 2017. Ignatova, uma das principais figuras por trás da OneCoin, sumiu em circunstâncias misteriosas após ter prometido transformar o sistema financeiro global com sua criptomoeda.
Grandes quantias foram investidas na OneCoin por pessoas em vários países, incluindo Brasil, Reino Unido e Canadá. Contudo, a promessa deu lugar a uma das maiores fraudes financeiras da história recente.

A estratégia da OneCoin era ser a “assassina da Bitcoin”, prometendo transações globais rápidas e seguras. No entanto, ao contrário do Bitcoin, a OneCoin não utilizava uma estrutura de blockchain comprovada, o que gerou questionamentos sobre sua autenticidade. A ausência desse recurso essencial foi ocultada de muitos investidores, levando à decepção massiva quando a verdade veio à tona.
OneCoin
A ausência de Ruja Ignatova começou a levantar suspeitas em outubro de 2017. Ela estava programada para falar em uma conferência em Lisboa, mas nunca apareceu.
Este foi o primeiro sinal público de alerta sobre a legitimidade da OneCoin. Após seu desaparecimento, investigações mais intensas revelaram o esquema por trás da criptomoeda, um golpe que explorou a confiança de investidores ao redor do mundo.
Destino desconhecido de Ruja
Desde a fuga da conferência, autoridades internacionais têm buscado Ignatova pela acusação de golpe multimilionário. Em junho de 2022, ela entrou na lista dos dez fugitivos mais procurados do FBI.
Até agora, maio de 2026, seu paradeiro ainda é um mistério. Oferece-se uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levem à sua captura.
O golpe da OneCoin teve um impacto global significativo. Até 2017, a fraude teria chegado a cerca de R$ 21 bilhões. Entretanto, outros apontamentos chegam a £ 15 bilhões, o equivalente a R$ 101 bilhões.
Diversos países responderam emitindo alertas contra investimentos não regulamentados e intensificando medidas de supervisão para evitar novos esquemas fraudulentos.




