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Elevadores começam a exigir cadastro facial em prédios no Brasil

Por Pedro Silvini
15/07/2026
Em Geral
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elevador

Foto: (Reprodução/Magnific)

O uso de reconhecimento facial nos elevadores começa a se tornar uma realidade em parte dos condomínios residenciais e edifícios comerciais brasileiros. A tecnologia, já presente em bancos, aeroportos e sistemas de controle de acesso, passou a ser incorporada por alguns empreendimentos como uma forma de reforçar a segurança e restringir a circulação de pessoas em áreas privadas.

A novidade, no entanto, não é obrigatória. O sistema vem sendo adotado por edifícios específicos, principalmente de alto padrão e empreendimentos corporativos, como uma tendência da automação predial voltada ao controle de acesso.

Antes de utilizar o elevador, o morador, funcionário ou usuário autorizado precisa realizar um cadastro facial. Nesse processo, o sistema registra características biométricas do rosto e cria uma identidade digital vinculada às permissões de acesso daquela pessoa.

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Ao entrar no elevador, uma câmera realiza a leitura facial em poucos segundos. A imagem capturada é comparada com o banco de dados do edifício por meio de algoritmos capazes de analisar diversos pontos do rosto, como olhos, boca, nariz e formato da face.

Se a identidade for confirmada, o sistema libera automaticamente apenas os andares previamente autorizados para aquele usuário. Em alguns modelos, o elevador já seleciona o destino automaticamente; em outros, apenas habilita o botão correspondente ao pavimento permitido.

Todo o processo costuma levar menos de um segundo e funciona mesmo em diferentes condições de iluminação. Sistemas mais modernos também utilizam a tecnologia conhecida como liveness, que identifica tentativas de fraude com fotografias, vídeos ou imagens impressas.

Foto: (Divulgação/Imply)

Mais segurança e controle

A proposta da tecnologia é substituir ou complementar métodos tradicionais, como chaves, cartões, senhas e crachás.

Além de impedir que pessoas não autorizadas acessem determinados andares, o sistema registra todas as utilizações do elevador, armazenando informações como data, horário, identidade do usuário e pavimento acessado. Esses registros podem ser utilizados para auditoria e monitoramento da circulação dentro do edifício.

Outra vantagem apontada pelas empresas do setor é a possibilidade de criar permissões específicas para moradores, funcionários, prestadores de serviço e visitantes, inclusive com autorizações temporárias.

O crescimento dos chamados edifícios inteligentes também impulsiona esse tipo de solução. Segundo especialistas do setor de mobilidade vertical, os novos empreendimentos, especialmente torres residenciais e comerciais com mais de 40 andares, vêm incorporando tecnologias voltadas à automação, integração de sistemas e segurança.

O reconhecimento facial pode ser integrado a catracas, portarias eletrônicas, aplicativos de condomínio e plataformas de gestão predial, permitindo que todas as etapas do controle de acesso funcionem de forma unificada.

Brasileiros demonstram interesse na biometria

O avanço da tecnologia também acompanha a familiaridade dos brasileiros com sistemas biométricos. Pesquisa da ABI Research aponta que seis em cada dez brasileiros já utilizam algum tipo de autenticação biométrica, como impressão digital, reconhecimento facial ou leitura da íris.

Segundo o levantamento, 85% dos entrevistados consideram esses métodos mais rápidos, seguros e confortáveis do que formas tradicionais de identificação. Além disso, 41% afirmam ter interesse em utilizar o reconhecimento facial como forma de autenticação em diferentes serviços.

Embora a tecnologia esteja ganhando espaço, a adoção continua sendo uma decisão de cada condomínio ou empreendimento.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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