A SpaceX prepara um novo capítulo no desenvolvimento da Starship, foguete considerado o mais poderoso já construído. A empresa de Elon Musk confirmou para esta quinta-feira mais um voo de teste da nave, agora em uma versão maior, com motores mais eficientes e mudanças voltadas para ampliar a segurança e a confiabilidade do sistema.
O lançamento marca o 12º teste da Starship e ocorre em um momento decisivo tanto para a SpaceX quanto para a NASA. A agência norte-americana depende do desenvolvimento do foguete para executar futuras missões do programa Artemis, responsável pelo retorno de astronautas à Lua.
A nova versão da Starship mede cerca de 124 metros de altura, aproximadamente três metros a mais que os modelos anteriores. O sistema é composto pela nave Starship, na parte superior, e pelo propulsor Super Heavy, equipado agora com motores Raptor 3, mais leves, potentes e com melhorias estruturais.
Segundo a SpaceX, o novo conjunto recebeu mudanças no sistema térmico, no encanamento de combustível e nos mecanismos de energia, além de novas aletas de controle maiores para estabilizar o foguete durante a reentrada na atmosfera.

A evolução do projeto é considerada estratégica para o programa Artemis. A NASA pretende utilizar uma versão adaptada da Starship como módulo de pouso lunar para transportar astronautas da órbita da Lua até a superfície do satélite natural.
Inicialmente, a agência esperava realizar um pouso lunar já na missão Artemis III. Porém, atrasos no desenvolvimento da nave fizeram a NASA rever o cronograma. Agora, a expectativa é que o primeiro pouso aconteça apenas em 2028, durante a Artemis IV.
Antes disso, a Artemis III deverá servir para testar procedimentos de acoplamento entre espaçonaves em órbita terrestre. A NASA também trabalha em paralelo com a Blue Origin, de Jeff Bezos, como alternativa caso a Starship enfrente novos atrasos.
Testes anteriores tiveram explosões e falhas
A trajetória recente da Starship foi marcada por avanços e problemas técnicos. Em 2025, alguns voos de teste terminaram com a desintegração da nave sobre o Caribe, enquanto outros conseguiram completar parte das etapas previstas.
A SpaceX conseguiu realizar feitos considerados históricos, como a captura do propulsor Super Heavy por braços mecânicos instalados na torre de lançamento, apelidados de “Mechazilla”. Desta vez, no entanto, o booster não será recuperado na base e deverá pousar no Golfo do México durante o teste.
Outra meta importante da empresa é aperfeiçoar o reabastecimento orbital da Starship. Como a nave consome praticamente todo o combustível para alcançar a órbita terrestre, futuras missões à Lua e a Marte dependerão de transferência de propelente entre espaçonaves no espaço.
SpaceX mira viagens à Lua e Marte
A empresa afirma que a nova geração do foguete permitirá transportar cargas maiores, reduzir custos operacionais e abrir caminho para missões tripuladas mais ambiciosas.
Além das viagens lunares, Elon Musk mantém o objetivo de usar a Starship para futuras expedições humanas a Marte. A SpaceX também avalia utilizar o sistema para colocar centros de dados e estruturas industriais em órbita.
O novo voo de teste será realizado a partir da base Starbase, no Texas, utilizando uma nova plataforma de lançamento equipada com maior capacidade de abastecimento e sistemas atualizados para acelerar as operações.




