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Imposto odiado por brasileiros deve voltar em 2027 e vai doer no bolso de trabalhadores

Por Alan da Silva
21/05/2026
Em Geral
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Foto: yanalya/Freepik

Foto: yanalya/Freepik

A reforma tributária programada para 1º de janeiro de 2027 pode alterar significativamente o cenário das compras internacionais no Brasil. A nova legislação reintroduz tributos sobre importações de até US$ 50, impactando diretamente consumidores e varejistas.

A “taxa das blusinhas”, um imposto de 20%, foi removida em 2026, mas a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) adicionará cerca de 8,8% sobre esses produtos. Atualmente, apenas o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), variando entre 17% e 20%, é cobrado nos estados.

A reforma visa simplificar o complexo sistema tributário brasileiro e fortalecer a indústria nacional. Contudo, ela provoca um dilema entre aumentar a arrecadação fiscal e manter a competitividade de produtos locais frente às importações.

As mudanças também podem afetar significativamente o comportamento dos consumidores, que vêm utilizando a janela de isenção para aproveitarem preços menores.

Desafios para o varejo nacional

O setor varejista brasileiro encara com preocupação a volta dos tributos sobre importações. Produtos estrangeiros competitivos podem pressionar o mercado interno e ameaçar empregos.

Algumas empresas podem explorar a possibilidade de migrar para países vizinhos com melhores condições fiscais. O governo enfrenta o desafio de equilibrar a proteção da produção nacional e a arrecadação.

Estratégias dos consumidores

Com a previsão de novos impostos, os consumidores devem ajustar suas estratégias de compra. Aproveitar o período de isenção para estocagem ou buscar melhores oportunidades de preço tornaram-se estratégias comuns. O temor é que a nova cobrança reduza o volume e o dinamismo das importações menores.

No Congresso, a reforma está em intensa discussão. Envolve medidas provisórias e ajustes na legislação. Com a previsão de que a CBS atinja 8,8% em 2027, a expectativa é de que decisões rápidas sejam necessárias. 

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Alan da Silva

Alan da Silva

Jornalista e revisor.

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