A reforma tributária programada para 1º de janeiro de 2027 pode alterar significativamente o cenário das compras internacionais no Brasil. A nova legislação reintroduz tributos sobre importações de até US$ 50, impactando diretamente consumidores e varejistas.
A “taxa das blusinhas”, um imposto de 20%, foi removida em 2026, mas a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) adicionará cerca de 8,8% sobre esses produtos. Atualmente, apenas o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), variando entre 17% e 20%, é cobrado nos estados.
A reforma visa simplificar o complexo sistema tributário brasileiro e fortalecer a indústria nacional. Contudo, ela provoca um dilema entre aumentar a arrecadação fiscal e manter a competitividade de produtos locais frente às importações.
As mudanças também podem afetar significativamente o comportamento dos consumidores, que vêm utilizando a janela de isenção para aproveitarem preços menores.
Desafios para o varejo nacional
O setor varejista brasileiro encara com preocupação a volta dos tributos sobre importações. Produtos estrangeiros competitivos podem pressionar o mercado interno e ameaçar empregos.
Algumas empresas podem explorar a possibilidade de migrar para países vizinhos com melhores condições fiscais. O governo enfrenta o desafio de equilibrar a proteção da produção nacional e a arrecadação.
Estratégias dos consumidores
Com a previsão de novos impostos, os consumidores devem ajustar suas estratégias de compra. Aproveitar o período de isenção para estocagem ou buscar melhores oportunidades de preço tornaram-se estratégias comuns. O temor é que a nova cobrança reduza o volume e o dinamismo das importações menores.
No Congresso, a reforma está em intensa discussão. Envolve medidas provisórias e ajustes na legislação. Com a previsão de que a CBS atinja 8,8% em 2027, a expectativa é de que decisões rápidas sejam necessárias.



