Em 2026, Gustavo Petro, presidente da Colômbia, solicitou ao Brasil a implementação do sistema de pagamentos Pix em seu país. A sua proposta visa contornar as sanções dos Estados Unidos, que segundo ele, têm se mostrado ineficazes contra o crime organizado.
Apesar das restrições impostas, o narcotráfico continua ativo, aproveitando brechas no sistema financeiro mundial.
Petro argumenta que as ferramentas atuais, como as sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), não estão cumprindo seu papel na luta contra o narcotráfico. Ao invés de deter os criminosos, essas medidas possibilitam que eles operem em locais onde as restrições são facilmente ignoradas, incluindo Dubai.
Estratégias econômicas
Propor o Pix como alternativa representa uma tentativa de independência econômica em relação aos Estados Unidos. A saída do sistema de pagamentos brasileiro para uma extensão na Colômbia é vista como uma alternativa.
Petro sugere que o sistema de sanções serve mais para objetivos políticos do que para combater efetivamente o crime organizado. Ele defende uma nova abordagem, acreditando que as soluções tradicionais falharam e que novas práticas devem ser exploradas.
O presidente colombiano destacou que uma governança global mais democrática é essencial. Segundo ele, os sistemas atuais muitas vezes negligenciam seu principal objetivo, prejudicando a luta contra o tráfico de drogas e servindo a interesses específicos.
Diplomacia
A tentativa de Petro de alavancar a cooperação com o Brasil reflete uma estratégia de fortalecimento regional frente a desafios internacionais. A adoção de sistemas financeiros alternativos, como o Pix, pode influenciar as relações diplomáticas da Colômbia com países vizinhos e com os Estados Unidos.
Além das críticas ao sistema de sanções, Petro questiona sua eficácia nas políticas antidrogas. Ele sugere mudanças nas ações em relação a líderes do tráfico que atuam fora da Colômbia, frequentemente amparados por acordos judiciais.




