A aposentadoria na Argentina sofre uma queda no poder de compra desde a posse do presidente Javier Milei em 2024. As mudanças nas políticas previdenciárias impactam sobretudo os beneficiários da aposentadoria mínima, que são dependentes de um complemento federal.
A correção desse complemento não tem acompanhado a inflação crescente, exacerbando a situação dos aposentados. Este declínio ocorre enquanto a taxa de inflação acumulada em 12 meses já atinge 33,50%, deteriorando ainda mais a capacidade de consumo dos aposentados.
Embora o valor da aposentadoria mínima esteja atualmente em 403 mil pesos, cerca de R$ 1.417, o bônus extraordinário de 70 mil pesos não é ajustado desde março de 2024. Sem revisões capazes de acompanhar a inflação, o poder de compra dos aposentados está em desgaste contínuo.
Em apenas alguns meses do ano de 2026, a perda de poder aquisitivo foi apenas mais um sinal de alerta para os problemas econômicos enfrentados pelo país.
Comparação com o Brasil
No Brasil, a aposentadoria mínima é vinculada ao salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.621. O reajuste anual acima da inflação contrasta fortemente com a situação argentina.
Este sistema é fundamental para preservar o poder de compra dos aposentados brasileiros, oferecendo assim uma comparação relevante com a realidade na Argentina, onde a aposentadoria continua a perder valor frente à inflação alta.
Efeitos na vida dos aposentados
Os aposentados argentinos, sem reajustes proporcionais à inflação, enfrentaram uma redução de 12,1% na renda ajustada com base na atual cesta de consumo. Essa queda reflete a falta de atualização no bônus.
Se o ajuste tivesse ocorrido, o valor atual seria de 198.015 pesos, ao invés dos 70 mil pesos atuais, destacando a extensão do problema. O governo Milei enfrenta crescentes críticas.












