No cenário dos oceanos do Cretáceo, um dos maiores predadores emerge: o Nanaimoteuthis haggarti. Este polvo gigante, que viveu há cerca de 86 milhões de anos, rivalizava com os mosassauros e poderia atingir até 19 metros. A medida estimada é maior que a de um ônibus urbano, que tem cerca de 14 metros de extensão.
A descoberta, feita por meio de fósseis no Japão e Canadá, destaca a biodiversidade pré-histórica dos mares. Em 2026, análises revelaram detalhes sobre o Nanaimoteuthis haggarti, diferenciando-o significativamente de outros polvos de sua era.

A pesquisa comparou os fósseis a espécies modernas, proporcionando uma compreensão mais profunda das complexas redes ecológicas do passado. Estudos destacam as dificuldades enfrentadas na coleta de dados devido à escassez na preservação de tecidos moles, comum em cefalópodes, como os polvos.
Fascínio do cretáceo
Durante o Cretáceo, os mares eram dominados por mosassauros e plesiossauros, mas também abrigavam invertebrados gigantes. Fósseis de Nanaimoteuthis, com suas mandíbulas calcificadas, são a principal evidência dessa realidade.
A presença de invertebrados como predadores ressalta a evolução dinâmica dos ecossistemas marinhos daquela era.
Divisão e reconhecimento
Pesquisadores identificaram duas espécies distintas do mesmo gênero: N. jeletzkyi e N. haggarti. Vivendo entre 100 a 72 milhões de anos atrás, as duas espécies, inicialmente confundidas com lulas vampiro, agora são identificadas como ocupantes de nichos ecológicos complexos.
Atualmente, a pesquisa sobre esses polvos gigantes do passado continua a fascinar a comunidade científica. Através da análise de fósseis, cientistas esperam compreender melhor as condições ambientais que suportavam tais criaturas.












