Você provavelmente já notou que a maioria das escolas particulares tem colégio no nome, enquanto as públicas normalmente vão usar o termo escola mesmo. Mas você já parou para pensar o porquê dessa divisão? O Guia do Estudante explica que a história por trás dela passa pela Roma Antiga, pela Idade Média e até pela lei brasileira, que estabelece exatamente o que cada um dos termos representa.
E respondendo à pergunta do título: sim, os dois termos são aceitos pelo nosso dicionário, mas não podemos dizer que eles são exatamente sinônimos.
Colégio x Escola
O termo colégio vem do termo em latim collega, que significava “aquele enviado ou escolhido para trabalhar junto a outro”. De collega, surgiu o termo collegium, uma “associação de iguais, unidos por um mesmo ofício ou propósito”, como explica o Guia do Estudante. Na Idade Média, o termo passou a ser usado para nomear confrarias, corporações de ofício e associações religiosas.
Dentro das universidades europeias, o termo começou a ser usado no campo da educação. Em Bolonha, na Itália, professores de Direito organizaram o collegium dos diretores para regular aulas, provas e conferir diplomas. O termo se popularizou e foi evoluindo para nomear as próprias instituições de ensino.
Escola, por sua vez, vem do grego skhol, curiosamente um termo usado para designar tempo livre, descanso e ócio, momento que os gregos acreditavam ser uma “condição necessária para o pensamento”. O termo foi adaptado para o latim schola, ganhando novas camadas de sentido, como estudo, matéria ou período de aulas, passando também a nomear o espaço do aprendizado, como a escola de Platão.
Na legislação brasileira, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1971, estabeleceu o primário (Ensino Fundamental I) como o 1º Grau e o colégio como o 2º Grau. A distinção dos nomes caiu, com cada instituição podendo adotar o que preferir. Atualmente, a legislação não estabelece uma distinção muito clara entre os dois termos.




