O início da primavera não deve significar o fim imediato do frio para todos os brasileiros. Uma nova massa de ar frio pode avançar pelo país entre os dias 22 e 23 de setembro, mantendo temperaturas mais baixas principalmente no Centro-Sul. A previsão coloca novamente moradores de estados como São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte do Centro-Oeste em situação de atenção para uma mudança brusca nas condições do tempo.
A chegada do novo sistema ocorre justamente no dia em que começa oficialmente a primavera de 2026. O equinócio está previsto para 22 de setembro, às 21h05 pelo horário de Brasília. Mesmo com a mudança de estação, a passagem de massas de ar frio ainda pode provocar quedas de temperatura, especialmente no Sul e em áreas do Sudeste.
Por isso, a recomendação diante da previsão é não guardar definitivamente as roupas de frio. A tendência indica que o país deve continuar alternando períodos de temperaturas baixas, chuva e momentos de aquecimento durante a transição entre inverno e primavera.

Nova massa de ar frio chega na reta final do inverno
A previsão meteorológica aponta que uma terceira massa de ar frio pode atingir o Brasil entre 22 e 23 de setembro, depois de outros dois sistemas que já provocaram quedas nas temperaturas durante a segunda quinzena do mês. A atual massa polar já influencia o Sul, Sudeste, Centro-Oeste e partes do Norte, enquanto uma nova incursão deverá reforçar o padrão de frio no Centro-Sul.
No Sul, os estados mais diretamente afetados são Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No Sudeste, o ar frio alcança principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e áreas de Minas Gerais. Já no Centro-Oeste, a influência aparece em Mato Grosso do Sul e nas porções sul de Goiás e Mato Grosso.
Rondônia e Acre também podem sentir os efeitos do sistema, mas de forma menos intensa.
A previsão precisa ser acompanhada à medida que os dias se aproximam, já que a intensidade e a distribuição do frio podem sofrer alterações nos modelos meteorológicos.
São Paulo enfrenta sequência de chuva e temperaturas baixas
Enquanto a nova massa de ar frio ainda é projetada para os dias 22 e 23, o Sudeste já atravessa um período de instabilidade provocado pela combinação entre frente fria, umidade e áreas de baixa pressão.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicou chuva persistente principalmente entre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. No período entre 14 e 21 de setembro, os maiores volumes de precipitação estão concentrados novamente no Sul e no Sudeste.
São Paulo chama atenção pelos volumes registrados. Nos primeiros 14 dias de setembro, estações do INMET registraram acumulados que ultrapassaram marcas históricas para o mês em diferentes pontos do estado. Bragança Paulista contabilizou 273,8 milímetros, Iguape chegou a 331,2 milímetros e a estação do Mirante de São Paulo registrou 253,8 milímetros.
Na capital paulista, a previsão para os dias de maior instabilidade indicava máxima de 20°C, seguida de um dia úmido, com céu nublado, chuva e máxima de 18°C. Mesmo quando o tempo começa a se estabilizar, regiões como Campinas, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e áreas próximas ao litoral podem continuar com temperaturas mais amenas por causa da nebulosidade.
Sul pode ter geada e temperaturas próximas de 0°C
A Região Sul é uma das áreas mais diretamente atingidas pelas massas de ar frio. A previsão já apontava possibilidade de geada no sul e centro do Paraná, nas regiões serranas e centrais de Santa Catarina e no norte e na serra do Rio Grande do Sul.
Em alguns pontos, os termômetros podem se aproximar de 0°C. Entre as capitais, Porto Alegre teve previsão de mínima de 9°C, enquanto Curitiba e Florianópolis poderiam registrar máximas de 18°C e 20°C, respectivamente.
A influência do frio ocorre ao mesmo tempo em que o Sul também enfrenta períodos de chuva. O boletim do INMET para 14 a 21 de setembro prevê acumulados superiores a 100 milímetros em áreas do Paraná, especialmente no litoral, em regiões centrais e no oeste.
Em Santa Catarina, os maiores volumes são esperados no litoral e em áreas como Joinville e Criciúma. No Rio Grande do Sul, a atuação das frentes frias também mantém a possibilidade de períodos de instabilidade.
Chuva forte continua em áreas do Sudeste
A instabilidade não fica restrita ao frio. O encontro entre massas de ar, umidade e sistemas de baixa pressão mantém condições favoráveis para pancadas de chuva e trovoadas.
Rio de Janeiro, sudeste de Minas Gerais, Espírito Santo e partes do leste e norte de São Paulo aparecem entre as áreas que podem receber volumes elevados. O modelo COSMO chegou a indicar acumulados superiores a 100 milímetros em alguns pontos entre Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Há ainda previsão de volumes expressivos na Zona da Mata mineira, na região serrana do Rio de Janeiro e no norte fluminense.
O cenário exige atenção porque a combinação de chuva intensa e solo já bastante úmido pode favorecer alagamentos, enxurradas, deslizamentos e outros transtornos em áreas vulneráveis.
Calor continua em outras partes do país
O avanço do frio pelo Centro-Sul não significa que todo o território brasileiro terá temperaturas baixas. No Norte, Nordeste e em parte do Centro-Oeste, o calor permanece associado à umidade e às áreas de instabilidade que provocam pancadas de chuva.
A previsão climática do INMET para setembro aponta temperaturas acima da média em grande parte do Sudeste, especialmente em Minas Gerais, Espírito Santo e boa parte do Rio de Janeiro, enquanto o Centro-Oeste também apresenta tendência de temperaturas elevadas em várias áreas.
Esse contraste explica por que a transição para a primavera pode ser marcada por condições muito diferentes entre as regiões. Enquanto uma parte do país precisa se preparar para manhãs frias e possibilidade de geada, outra enfrenta calor e chuva.











