O Sul do Brasil deve voltar a enfrentar uma mudança significativa nas condições do tempo nos próximos dias. Depois da onda de frio que trouxe neve, chuva congelada e geada para diferentes áreas da região, um novo ciclone extratropical deverá se formar na costa brasileira, aumentando o risco de tempestades e chuva volumosa a partir do fim desta semana.
A previsão indica que as temperaturas começam a subir gradualmente a partir de terça-feira (8), mas a melhora será temporária. Um sistema de baixa pressão deve ganhar força na sexta-feira (11), entre o leste da Região Sul e o oceano, associado à formação de uma nova frente fria.
Meteorologistas já acompanham a evolução do sistema porque as projeções apontam para uma atmosfera bastante instável, com possibilidade de eventos de chuva forte e ventos intensos em áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

Novo ciclone deve se formar na costa
O ciclone extratropical previsto para sexta-feira é um fenômeno relativamente comum no Centro-Sul do país e normalmente está associado à passagem de uma frente fria.
Esses sistemas podem se desenvolver tanto sobre o oceano quanto em áreas continentais. Neste episódio, a expectativa é de que o núcleo de baixa pressão se consolide próximo à faixa leste da Região Sul e ao oceano adjacente.
Simulações meteorológicas realizadas em 7 de setembro indicavam a possibilidade de o sistema apresentar pressão atmosférica inferior a 1.000 hPa sobre áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Outra área de baixa pressão deverá se desenvolver entre o norte do Paraguai, o sul da Bolívia e o Centro-Oeste brasileiro. O sistema também estará relacionado ao processo de formação da frente fria e poderá apresentar valores próximos ou abaixo de 1.000 hPa.
Atmosfera ficará muito instável
A combinação entre os sistemas de baixa pressão e a frente fria deve aumentar consideravelmente a instabilidade atmosférica.
Com isso, existe possibilidade de chuvas fortes, granizo, grande quantidade de descargas elétricas e rajadas de vento acima dos 80 km/h em determinadas áreas.
Os maiores riscos são previstos inicialmente para regiões do Sul, mas os efeitos da instabilidade também podem alcançar pontos do Centro-Oeste e do Sudeste.
O Paraná, por exemplo, está entre os estados que devem receber atenção especial devido à possibilidade de episódios de chuva intensa e volumes elevados ao longo dos próximos dias.
A intensidade e a localização exatas dos temporais, entretanto, podem sofrer alterações conforme o sistema se aproxima e as condições atmosféricas ficam mais bem definidas.
Nova massa de ar polar também preocupa
Além das tempestades, outro elemento chama atenção na previsão: uma nova massa de ar frio de origem polar deve acompanhar a mudança no tempo.
O ar gelado deverá apresentar intensidade elevada sobre a Patagônia argentina. As projeções indicam, porém, que a configuração dos ventos sobre a América do Sul poderá limitar a entrada dessa massa de ar no território brasileiro.
Mesmo assim, o frio deverá alcançar novamente todo o Sul do país e também poderá avançar sobre áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Uma nova redução das temperaturas também é possível no Rio de Janeiro, no sul e leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. A tendência, contudo, é de que o resfriamento seja menos intenso do que aquele observado durante o feriado de 7 de setembro.
Mudança no tempo acontece poucos dias após onda de frio
A sequência de fenômenos chama atenção porque ocorre logo depois de uma forte incursão de ar polar que derrubou as temperaturas no Sul e provocou episódios de neve, chuva congelada e geada.
Agora, o cenário deverá mudar rapidamente: as temperaturas começam a se recuperar, enquanto uma nova frente fria se organiza e favorece a formação do ciclone extratropical.
Para os moradores das regiões que podem ser afetadas, a recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas e os alertas oficiais, principalmente diante da possibilidade de temporais acompanhados por ventos fortes, granizo e grande volume de chuva em curto período.











