Uma nova mudança no tempo deve atingir grande parte do Brasil nos próximos dias. Meteorologistas alertam para a atuação de uma sequência de sistemas atmosféricos que promete levar chuva volumosa, rajadas de vento, risco de granizo e queda nas temperaturas para estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo previsões da Climatempo e alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os efeitos devem ser sentidos principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, além de outras áreas do país.
O fenômeno começou a se organizar com a chegada de uma frente fria ao Sul do Brasil e deve ganhar força ao longo desta semana com a formação de novas áreas de baixa pressão e ciclones extratropicais no oceano.
Os maiores volumes de chuva são esperados entre Mato Grosso do Sul, Paraná e o interior de São Paulo, onde os acumulados podem ultrapassar os 100 milímetros em pontos isolados.

No Mato Grosso do Sul, a previsão indica vários episódios de chuva acompanhados por trovoadas e possibilidade de temporais localizados. Já no Paraná e em Santa Catarina, a instabilidade deve persistir entre quarta-feira e sexta-feira, com risco de ventos fortes e queda de granizo.
Em São Paulo, a chuva tende a avançar gradualmente pelo estado, começando pelas regiões próximas às divisas com Mato Grosso do Sul e Paraná. Minas Gerais também está no radar dos meteorologistas, especialmente nas regiões do Triângulo Mineiro e do Sul de Minas, onde podem ocorrer pancadas fortes e isoladas.
O Rio de Janeiro e o Distrito Federal também devem sentir os reflexos da mudança atmosférica, embora com menor intensidade em comparação às áreas mais afetadas do Sul e Centro-Oeste.
Fenômeno ocorre em período normalmente seco
O que chama a atenção dos especialistas é o período em que essas chuvas estão ocorrendo. Junho costuma integrar a estação seca em boa parte do Centro-Oeste e do Sudeste, quando os volumes de precipitação normalmente são baixos.
Em cidades como Brasília, Goiânia e Cuiabá, a maior parte da chuva anual se concentra entre novembro e março. Por isso, os volumes previstos para os próximos dias são considerados incomuns para esta época do ano.
De acordo com os modelos meteorológicos, algumas localidades poderão registrar, em menos de duas semanas, mais chuva do que a média histórica de todo o mês de junho. Em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, a média mensal varia entre 20 e 80 milímetros nesta época do ano.
Ventos fortes e risco de tempestades
Além da chuva, o Inmet alerta para a possibilidade de tempestades em áreas do Sul e do Centro-Oeste. As rajadas de vento podem variar entre 60 km/h e 100 km/h, acompanhadas de descargas elétricas e eventual queda de granizo.
Ao todo, os efeitos da instabilidade devem alcançar pelo menos 11 estados e o Distrito Federal: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rondônia.
Sistemas meteorológicos seguirão ativos
Os meteorologistas explicam que a mudança no clima é resultado da atuação consecutiva de diferentes sistemas atmosféricos sobre a América do Sul.
Após a primeira frente fria, uma área de baixa pressão deve se intensificar entre o Paraguai, o Sul e o Centro-Oeste do Brasil, favorecendo a formação de extensas áreas de instabilidade. Em seguida, uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical no oceano ajudará a transportar umidade para o interior do continente.
A previsão ainda indica uma nova rodada de instabilidades entre os dias 17 e 19 de junho, quando outro sistema semelhante deverá se formar entre o Paraguai e o Sul do Brasil, mantendo o cenário de chuva frequente e mudanças nas condições do tempo até os primeiros dias do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho.




