Moradores de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo devem ficar atentos à mudança nas condições meteorológicas a partir desta segunda-feira (31). Um ciclone extratropical em formação sobre a Região Sul, associado a uma frente fria, deve intensificar a instabilidade e aumentar o risco de chuva forte, temporais, granizo, alagamentos e rajadas de vento.
A previsão indica que alguns pontos poderão registrar volumes acumulados entre 150 e 200 milímetros, principalmente em áreas do Sul. O cenário exige atenção porque parte das regiões já recebeu chuva nos últimos dias, deixando o solo mais encharcado e elevando a possibilidade de ocorrências relacionadas ao excesso de água.
Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), locais que já apresentam acumulados elevados podem ter risco de deslizamentos em encostas naturais e áreas urbanas durante a passagem do novo sistema.
Sul concentra os maiores riscos
A atuação do ciclone extratropical mantém o tempo instável inicialmente sobre o Sul do país. Entre as áreas consideradas mais suscetíveis aos maiores volumes de chuva estão a Serra Gaúcha, o Planalto Norte e a região das Missões, no Rio Grande do Sul, além de grande parte de Santa Catarina.
A combinação entre a chuva prevista e os volumes registrados anteriormente pode aumentar a possibilidade de enxurradas, extravasamento de córregos e alagamentos urbanos. Em alguns municípios, a intensidade da precipitação pode superar a capacidade dos sistemas de drenagem.
No Rio Grande do Sul, as bacias dos rios Taquari-Antas, Caí e Sinos já apresentavam tendência de elevação dos níveis desde sábado (29). A continuidade das chuvas pode agravar o cenário em áreas próximas aos cursos d’água.
Em Porto Alegre, além de cidades catarinenses como Criciúma, Florianópolis, Joinville e Blumenau, e de Curitiba, no Paraná, o risco de alagamentos e enxurradas é considerado moderado. Nessas localidades, a previsão aponta chuva de intensidade moderada a forte.
O risco de deslizamentos também é classificado como moderado em determinadas áreas, especialmente por causa da combinação entre os acumulados das últimas 24 horas e a chuva prevista para segunda-feira.
Frente fria avança e muda o tempo em São Paulo
Depois de atuar sobre o Sul, a frente fria associada ao ciclone deve avançar em direção ao Sudeste. A expectativa é de que São Paulo e Rio de Janeiro tenham mudanças mais significativas nas condições meteorológicas a partir de terça-feira (1º).
A passagem do sistema deve provocar chuva e ventos fortes. Em áreas paulistas, as rajadas podem chegar a aproximadamente 80 km/h, segundo a previsão apresentada pelo meteorologista Francisco.
Além da instabilidade, a frente fria deverá provocar queda nas temperaturas, principalmente após seu avanço pelo Centro-Sul.
A diferença entre as massas de ar também pode favorecer a formação de áreas de tempestade, aumentando a possibilidade de ocorrências localizadas.
Minas Gerais também entra no radar
O avanço da frente fria não deve se limitar aos estados inicialmente atingidos. A instabilidade também poderá alcançar outras partes do Sudeste, com atenção especial para Minas Gerais.
A previsão indica possibilidade de granizo na terça-feira (1º). O fenômeno preocupa principalmente as regiões produtoras de café, onde tempestades localizadas podem provocar danos às plantações.
O cenário reforça a necessidade de acompanhamento das atualizações meteorológicas, já que a intensidade e a localização das áreas de instabilidade podem sofrer alterações conforme o sistema se desloca.
Chuva forte exige atenção nas áreas vulneráveis
Com a combinação de solo já úmido, novos volumes elevados de precipitação e ventos fortes, os principais riscos estão relacionados a alagamentos, enxurradas, elevação de rios, deslizamentos e queda de árvores ou estruturas.
A recomendação para moradores de áreas sujeitas a alagamentos e encostas é acompanhar os alertas oficiais e evitar locais de risco durante os períodos de tempestade.
O sistema também deve provocar uma mudança nas temperaturas após a passagem da frente fria, encerrando o período de calor em parte do Centro-Sul e dando lugar a condições mais frias.











