De acordo com previsões de especialistas da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, o fenômeno El Niño deste ano deve ser o mais intenso já registrado na história. E é claro que as consequências desse fenômeno tão forte não vão se limitar apenas ao clima. O El Niño também deve afetar o preço de commodities agrícolas como café, açúcar e cacau, segundo matéria do jornal O Globo.
O veículo encomendou uma consultoria junto à StoneX, que aponta que contratos futuros de cacau firmados em Nova York já estão com uma alta de 40% em comparação aos feitos em fevereiro. Os contratos de açúcar acumulam uma alta de 22% em comparação ao primeiro semestre e os de café subiram entre 20% e 35% desde meados de junho.
Esse aumento de preços acontece por causa de “incertezas climáticas futuras”, já que as mudanças causadas pelo fenômeno nas chuvas e temperaturas podem afetar as safras. No caso do café, por exemplo, chuvas acima do padrão no cinturão cafeeiro do Brasil alteram a qualidade dos grãos, causando fermentação e diminuindo a secagem. “O mercado financeiro se antecipa diante da alta probabilidade de um El Niño forte coincidir com etapas reprodutivas mais sensíveis do cafeeiro”, explica Carolina Giraldo, analista sênior do agronegócio da StoneX, ao O Globo.
O que é o fenômeno El Niño?
Segundo o Brasil Escola, o El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico, o que modifica o padrão de circulação atmosférica, afetando as temperaturas e as chuvas em várias partes do mundo. Esse fenômeno dura entre um ano e um ano e meio e acontece em intervalos irregulares de cinco a sete anos.











