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EUA juntam-se à Argentina e Paraguai contra organizações do Brasil

Por Pedro Silvini
01/06/2026
Em Geral
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Bandeira EUA

Foto: (Reprodução/AP)

Os Estados Unidos anunciaram uma mudança no tratamento dado às principais facções criminosas brasileiras e passaram a enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão aproxima o país de medidas semelhantes já adotadas anteriormente por vizinhos sul-americanos.

O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado norte-americano e estabelece que os grupos passam a integrar a categoria de “Terroristas Globais Especialmente Designados”, com entrada em vigor prevista para 5 de junho.

No comunicado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, o governo americano afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e citou ataques contra agentes públicos e civis.

Antes da decisão dos Estados Unidos, outros países da região já haviam adotado enquadramentos semelhantes.

O primeiro foi o Paraguai. Em outubro de 2025, o presidente Santiago Peña assinou decreto classificando PCC e CV como organizações terroristas.

Foto: (Reprodução/Agência Brasil)

Na ocasião, o governo paraguaio justificou que as facções atuavam em território nacional com tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, além de representar ameaça à segurança e à soberania do país.

Com a medida, o Paraguai ampliou instrumentos de repressão, reforçou fiscalização na fronteira com o Brasil, intensificou o monitoramento financeiro e aumentou a presença de forças de segurança.

A decisão dos Estados Unidos amplia esse movimento internacional de endurecimento contra organizações criminosas com atuação transnacional.

Governo americano fala em ampliar combate aos grupos

Em entrevista à CNN Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, afirmou que o presidente Donald Trump pretende utilizar os instrumentos disponíveis para enfrentar organizações criminosas na região.

Segundo ela, o objetivo declarado da administração americana é ampliar ações contra grupos considerados ameaças à segurança dos Estados Unidos.

Debate no Brasil envolve soberania e ambiente de negócios

A decisão também provocou reações no Brasil. Durante participação no Fórum de Lisboa 2026, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski manifestou preocupação com os efeitos do enquadramento.

Segundo ele, medidas desse tipo podem abrir discussões sobre soberania nacional e aumentar exigências regulatórias e mecanismos de controle para empresas que mantêm relações internacionais.

Lewandowski argumentou que o impacto não se restringe à área de segurança pública e pode gerar reflexos sobre processos de conformidade corporativa, ambiente de negócios e percepção internacional do país.

Até o momento, o enquadramento anunciado pelos Estados Unidos se concentra nas organizações criminosas e não altera formalmente a classificação do Brasil como país.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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