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Farmacêutica pagou propina a médicos para incentivar uso de analgésico viciante neste país

Por Pedro Silvini
29/04/2026
Em Geral
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farmácia remedio

Foto: (Reprodução/Bloomberg)

A farmacêutica Purdue Pharma foi condenada pela Justiça de Nova Jersey, nos Estados Unidos, a pagar cerca de US$ 7,4 bilhões (aproximadamente R$ 36 bilhões) por seu papel na crise de opioides que atingiu o país nas últimas décadas.

A decisão judicial aponta que a empresa enganou órgãos reguladores e adotou práticas ilegais para ampliar a venda do analgésico OxyContin, medicamento com alto potencial de dependência.

Segundo o processo, a Purdue Pharma pagou incentivos financeiros a médicos para estimular a prescrição do medicamento, além de minimizar os riscos de dependência em suas estratégias de marketing.

A empresa também admitiu falhas no controle da distribuição do produto, permitindo que o analgésico fosse desviado para uso indevido, inclusive no mercado ilegal.

O caso se tornou um dos principais símbolos da crise de opioides nos Estados Unidos, associada a milhões de casos de dependência química e mortes por overdose.

Acordo bilionário e fim das operações

Como parte do acordo judicial, a farmacêutica deverá ser dissolvida a partir de 1º de maio, utilizando seus ativos para financiar o pagamento da indenização. O valor será destinado, em grande parte, a estados e municípios afetados, além de fundos voltados a vítimas da epidemia.

Parte dos recursos também será direcionada a programas de tratamento e prevenção da dependência de opioides.

Impacto da crise e críticas à punição

Durante o julgamento, vítimas e familiares relataram perdas causadas pelo uso do medicamento, reforçando a dimensão do problema de saúde pública. Apesar do acordo bilionário, houve críticas quanto à ausência de responsabilização criminal de executivos da empresa.

Autoridades reconheceram que falhas regulatórias também contribuíram para a disseminação do uso indevido do medicamento ao longo dos anos.

O desfecho do processo representa um dos maiores acordos já registrados envolvendo a indústria farmacêutica e reforça a pressão por maior controle na prescrição e comercialização de medicamentos com potencial de dependência.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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