Quase um ano depois de chegar aos cinemas brasileiros, “O Agente Secreto” continua como o filme nacional de maior público em 2026. Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, o longa já soma quase 2,5 milhões de espectadores desde a estreia, em novembro de 2025. Somente neste ano, mais de 1,3 milhão de brasileiros foram aos cinemas para assistir à produção.
O desempenho coloca o filme na 17ª posição do ranking das 20 produções de maior público no Brasil em 2026, segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine). A obra é a única produção brasileira presente na lista e mantém espaço de destaque mesmo após uma trajetória internacional marcada por premiações e indicações.
A trajetória de “O Agente Secreto” começou antes mesmo da estreia comercial no Brasil. O filme teve sua première mundial no Festival de Cannes, em maio de 2025, onde recebeu quatro prêmios.

A produção também conquistou dois Globos de Ouro: Wagner Moura venceu na categoria de Melhor Ator, enquanto o longa foi reconhecido como Melhor Filme de Língua Não Inglesa. A obra ainda recebeu quatro indicações ao Oscar e outras duas ao BAFTA, ampliando a repercussão internacional do cinema brasileiro.
Durante uma passagem por Brasília para o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Kleber Mendonça Filho avaliou o período em que acompanhou a produção em diferentes países. Segundo o diretor, não haveria mudanças a fazer na trajetória do filme, que passou cerca de um ano viajando e sendo apresentado ao público brasileiro e estrangeiro.
História se passa durante a ditadura militar
Com 2h41 de duração, “O Agente Secreto” acompanha Marcelo, interpretado por Wagner Moura, um professor universitário especializado em tecnologia que deixa São Paulo e retorna ao Recife em 1977, durante a ditadura militar.
A tentativa de recomeçar a vida na cidade natal, entretanto, é interrompida quando o personagem percebe que está sendo procurado e vigiado. Em meio ao período de Carnaval, acontecimentos misteriosos transformam a chegada ao Recife em uma sequência de situações cada vez mais tensas.
A trama combina elementos de thriller político, memória e referências à cultura brasileira para abordar um período marcado pela repressão, vigilância, desaparecimentos e medo. Marcelo também tenta reencontrar o filho e organizar uma possível fuga do país enquanto enfrenta a perseguição política.
Apesar da ambientação em acontecimentos e circunstâncias históricas reais, o filme não é baseado em uma história real específica. A narrativa é fictícia, mas utiliza o contexto da ditadura militar brasileira como cenário para desenvolver os conflitos dos personagens.











